A Petrobras avalia mudanças nos contratos de fornecimento de combustíveis com as distribuidoras.
O executivo explicou que os maiores clientes da companhia já têm cláusulas com operações comerciais flexíveis e adaptáveis.
“É natural que o nível de flexibilidade e adaptabilidade desses novos contratos vai evoluir de acordo com a evolução do próprio mercado brasileiro, assim como a evolução da regulação do mercado brasileiro”, afirmou Mastella, ao ser questionado se a empresa estuda adotar preços diferenciados para os diferentes distribuidores, à medida que novos atores entrem no refino.
A petroleira reajustou em cerca de 50% os preços do gás natural, nos novos contratos assinados com as distribuidoras, válidos a partir de janeiro. Algumas concessionárias judicializaram a questão, para suspender o aumento dos preços.
Nesse sentido, o diretor de refino e gás natural da Petrobras, Rodrigo Costa Lima e Silva, afirmou que “a via negocial é a via preferencial” da companhia e que acredita na superação da disputa com as distribuidoras estaduais de gás natural em torno dos preços dos novos contratos.
Segundo o executivo, houve judicialização do tema por parte de quatro distribuidoras de gás e dois Estados, enquanto controladores das concessionárias.
Lima e Silva disse que o “caminho judicial não é o mais adequado” porque cria “condições temporárias artificias de preços”.
“A via negocial é a via preferencial que a companhia adota, buscamos convergir com esses clientes. Acreditamos que vamos conseguir superar esse momento e seguir adiante”, comentou.
Mastella aproveitou para dizer que a demanda por derivados segue robusta no país em janeiro e fevereiro, a exemplo do que ocorreu ao final do ano passado. “Seguimos atendendo compromissos contratuais com clientes e compartilhando papel de abastecer país com outras empresas”, disse.
De acordo com o diretor executivo de refino e gás natural, Rodrigo Silva, em janeiro o fator de utilização das refinarias da estatal foi de 86% e em fevereiro acumula 87%. “Vemos essa tendência se mantendo ao longo dos próximos meses”, apontou. Atualmente, o mercado de refino vive uma abertura no país, com a venda de ativos da Petrobras.
Fonte: Valor Online
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