A 3R Petroleum e a Eneva anunciaram, nos últimos dias, os seus primeiros contratos para venda de gás natural no mercado brasileiro. Com isso, já são ao menos dez os novos fornecedores de gás com contratos assinados com as distribuidoras e clientes industriais livres no processo de abertura da indústria de gás do país.
Embora a Petrobras se mantenha como agente dominante e o cenário do mercado internacional dificulte uma abertura mais acelerada, os primeiros passos da diversificação do setor já são tangíveis — e podem ser traduzidos em números.
Ao todo, os contratos assinados por esses dez novos fornecedores de gás no mercado já somam compromissos de entrega de mais de 10 milhões de m³/dia — dentre acordos já ativos e aqueles com início de suprimento previsto para os próximos anos.
Dez distribuidoras estaduais de gás canalizado já têm contratos assinados com novos supridores, para compra de mais de 5,5 milhões de m³/dia em 2022, de acordo com os dados públicos da ANP. O volume equivale a cerca de 13% do mercado das distribuidoras — desconsiderada a demanda das termelétricas.
Fonte: Epbr
Related Posts
Vale a pena indexar o preço do gás ao Henry Hub agora que o petróleo está mais caro?
O ano de 2026 marca a estreia da indexação do preço do gás natural da Petrobras ao Henry Hub (HH). Ou seja, a partir deste ano quase 20% do volume vendido pela estatal às distribuidoras passa a ser atrelado...
Fórum do Gás cobra pacto nacional para reduzir exposição do mercado de gás natural a choques externos
O Fórum do Gás soltou, nesta segunda (06), uma nota pública defendendo a urgência de um pacto nacional pelo aumento da oferta e competitividade do gás natural no mercado brasileiro, para fortalecer a...

