O projeto Raia, operado pela Equinor, pode gerar receitas de cerca de R$ 54 bilhões de royalties e participações especiais ao longo do seu desenvolvimento, calcula a Firjan no estudo “Perspectivas do Gás no Rio 2024-2025”, que foi lançado pela federação nesta quinta (30). O projeto – originado do bloco BM-C-33, na Bacia de Campos – compreende três descobertas diferentes no pré-sal: Pão de Açúcar, Gávea e Seat, que contêm reservas recuperáveis de gás natural e óleo/condensado superiores a 1 bilhão de boe.
A Equinor é a operadora de Raia, com 35% de participação, em parceria com a Repsol Sinopec (35%) e a Petrobras (30%). A decisão final de investimento (FID) do projeto, avaliada em US$ 9 bilhões, foi tomada pelo consórcio em maio de 2023.
Estima-se que Raia será responsável pela exportação de 16 milhões de m³/dia de gás natural, o que pode representar cerca de 15% da demanda brasileira de gás quando o projeto entrar em operação, previsto para 2028.
O conceito de desenvolvimento de Raia baseia-se na produção por poços conectados a um FPSO capaz de tratar o óleo/condensado e especificar o gás produzido. O gás especificado para venda será escoado por meio de um gasoduto offshore de 200 km, saindo do FPSO em direção a Cabiúnas, na cidade de Macaé (RJ). Já os líquidos serão descarregados por meio de navios aliviadores.
Fonte: PetróleoHoje
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