O Diretor de Estratégia Econômica e Relações com o Mercado do Banco Safra, Joaquim Levy, prevê que os investimentos em projetos para fornecimento de gás natural, com garantia de oferta firme e preço competitivo, podem promover um novo ciclo de desenvolvimento industrial na região. O economista manifestou confiança de que os investimentos em energia que estão sendo feitos no Nordeste, especialmente no estado de Alagoas, e na região como um todo, vão fazer a diferença. “Se você tiver gás próprio para a indústria, pode criar polos industriais sem necessidade de subsídio. Isso é emprego na veia, uma coisa superpositiva”, afirmou, se referindo aos projetos integrados de gás desenvolvidos no estado de Alagoas.
No evento, a Origem Energia anunciou investimentos de US$ 200 milhões para seu projeto de Estocagem Subterrânea de Gás Natural (ESGN) no estado de Alagoas, que tem o potencial de estocar até 1,5 bilhão de m³ de gás de working gas (que pode ser injetado e retirado). O projeto será desenvolvido em parceria com a TAG no campo de Pilar, parte do Polo Alagoas. “Se você tiver energia barata, abundante, o gás natural precificado para condições do Nordeste, você pode ter uma transformação, uma nova oportunidade para a indústria manufatureira de ter energia de confiança, por vários anos”, previu. Levy acrescentou como outro exemplo positivo o projeto de exploração e produção da Petrobras no estado vizinho, Sergipe, com o projeto de Sergipe Águas Profundas (SEA). “Eu digo que, na verdade, devia ser Sergipe Águas Próximas, porque, ao contrário da região Sudeste, os campos são em águas profundas, mas são pertinho da costa, o que faz o custo para trazer o gás natural, o petróleo mais barato”.
Para o economista, se olharmos o país nos últimos 200, 300 anos, vemos que a energia é a chave do crescimento e o gás natural é estratégico nesse processo para a região Nordeste. “Mesmo sendo um combustível fóssil, tem um papel nessa transformação da economia, porque desloca fontes poluentes, como a queima de lenha”, explicou. Como ex-presidente do BNDES e agora na direção de uma das maiores instituições financeiras privadas do país, o Banco Safra, Joaquim Levy ressaltou a importância dos bancos neste processo, na medida em que o financiamento dos projetos é decisivo para a segurança energética, principalmente em projetos estruturantes. “O BNDES tem a grande vantagem de poder ancorar projetos com um horizonte de longo prazo. Projetos bons geralmente conseguem financiamento, e o banco está desenhado para isso”, afirmou.
Fonte: PetróleoHoje
Related Posts
SCGÁS apresenta soluções de gás natural e biometano em reunião com a prefeitura de Curitibanos
O presidente da SCGÁS, Otmar Müller, e o diretor técnico comercial, Silvio Renato Del Boni, se reuniram com representantes da Prefeitura de Curitibanos para discutir os projetos de gás natural e biometano...
Porque o RCM deve prevalecer na revisão tarifária do gás
Em artigo publicado no portal BrasilEnergia, o consultor Bruni Armbrust afirma que O processo de revisão tarifária do transporte de gás segue em evolução. Pouco antes da Páscoa foi encerrado o período de...

