A ampliação do mercado de GNV foi debatida no 8º Seminário Nacional do GNV + Biometano. A Naturgy, distribuidora de gás natural com atuação no estado do Rio e sul de São Paulo, participou do evento e apresentou dados sobre o atual cenário fluminense e as perspectivas para alavancar o crescimento nas vendas do combustível. “O que a Naturgy deseja é garantir investimentos que para a universalização do GNV, segurança de rede, expansão de malha e, consequentemente, conexão de novos usuários. Quando falamos de ampliar o uso de GNV para os veículos pesados, além dos benefícios em termos de descarbonização, agregamos aumento no volume de vendas, diminuindo o custo unitário, o que pode ser um fator para reduzir a tarifa e estimular ainda mais o consumo”, explicou Alessandro Menezes, diretor de Regulação, Tarifas e Suprimentos de Gás Natural da Naturgy.
Segundo dados da Firjan, o Rio ainda concentra 56% do consumo nacional do GNV. O estado é líder no fornecimento do combustível com cerca 1,7 milhão de veículos3333 leves convertidos e mais de 700 postos de GNV instalados. Além do benefício em termos de redução de emissões de gases de efeito estufa frente a outros combustíveis como gasolina e diesel, o GNV segue com preços mais competitivos em relação ao etanol e gasolina. Atualmente, a Naturgy está investindo em infraestrutura para ampliar o abastecimento de caminhões e ônibus. “O uso de GNV em veículos pesados já é uma realidade, já temos caminhões circulando com o combustível. Agora, precisamos trabalhar para que isso ganhe escala. Recentemente, anunciamos investimentos na ordem de R$ 300 milhões para a ampliação dos Corredores Sustentáveis. Hoje, temos 11 222postos, o que permite que caminhões e ônibus possam ir do Rio a São Paulo com total autonomia de abastecimento com GNV” destacou Leonardo Augusto, coordenador de GNV.
Realizado pelo Sindirepa, o 8º Seminário Nacional do GNV + Biometano ocorreu na na Casa Firjan, no Rio de Janeiro, com a participação importante da Karine Fragoso, gerente de óleo e gás da federação. Durante o evento, Alessandro Menezes também ponderou que os atores devem trabalhar juntos pela diminuição do custo do GNV, a fim de ampliar ainda mais a competitividade, citando como exemplo a participação da sociedade organizada na revisão tarifária do segmento de transporte, assim como a modernização de seus contratos, o que, além da diminuição no custo da molécula, incentivaria a entrada de novos players para fornecimento do gás natural.
Fonte: PetroNotícias
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