Para o CEO da Bolsa Brasileira de Gás Natural e Biometano (BBGN), Antônio Guimarães, o relatório da Medida Provisória 1304/2025, da reforma do setor elétrico, mas que incorporou mecanismos para a contratação de gasodutos e redução da reinjeção de gás natural, não ajuda no desenvolvimento do mercado de gás. “Toda vez que você interfere na lógica natural de desenvolvimento de mercado, cria elementos que podem criar impedimentos. Não ajuda no desenvolvimento do mercado”. Ele acredita, no entanto, que a lógica e as “forças de mercado vão acabar mais cedo ou mais tarde prevalecendo” no desenvolvimento do setor.
Bolsa deve entrar em operação em meados de 2026
Guimarães está confiante no crescimento do mercado spot de gás e espera começar a rodar a nova plataforma de comercialização de molécula em meados de 2026. Ele conta que a BBGN avançou uma etapa para instalação da bolsa, com a assinatura de um acordo com a Trayport para fornecimento da solução tecnológica da plataforma eletrônica. O acordo, segundo ele, marca o início da pré-operação da bolsa. “Agora é partir para os próximos passos para preparar a empresa, para começar a operar em meados do ano que vem”. A BBGN vem mantendo contato tanto com potenciais usuários da bolsa, quanto potenciais investidores. “Vamos trazer tanto comercializadoras quanto consumidores finais com interesse em ser pioneiros nessa operação de bolsa vamos juntos finalizar o contrato padrão da bolsa. Para você ter liquidez tem que fazer negócio em cima de um único contrato padrão”. O projeto está sendo estruturado de forma faseada: a ideia é criar uma plataforma eletrônica de marketplace, para centralizar operações de compra e venda de molécula no mercado de curto prazo num primeiro momento. No futuro, com o gradual amadurecimento do mercado, o plano é que a plataforma também reúna soluções mais sofisticadas, como instrumentos de hedge e derivativos.
Fonte: Eixos
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