Segundo Daniel Hubner, VP de Soluções Industriais da Yara, a revisão tarifária do gás em São Paulo foi uma grande decepção ao deixar de criar uma tarifa para os grandes consumidores. Hubner considera que a criação da nova modalidade de tarifa seria uma oportunidade para dar competitividade para o grande consumidor de gás no estado. “A gente paga quase dois dólares, um milhão de BTU na distribuição. Lembrando que o único lugar do mundo que a gente tem uma fábrica de fertilizante conectada na distribuidora é no Brasil”. Segundo o VP, todas as outras fábricas da companhia estão ligadas direto ao transporte, e, em outras unidades dentro do Brasil, a tarifa é de dez centavos. No ano passado, a Comgás concluiu a 5ª Revisão Tarifária, com previsão de investimentos em novos gasodutos, ampliação do acesso das indústrias ao biometano e descontos para usuário do mercado livre.
O executivo elogiou o Gás para Empregar, programa do governo federal voltado à ampliação da oferta do gás natural. Entretanto, disse que a conta da expansão da malha para o uso residencial não pode ser paga pela indústria. Além disso, afirmou que a universalização do acesso ao gás canalizado não faz sentido. “Acho que essa expansão tem que ser feita com racionalidade, saber quem é que vai pagar a conta”, disse o executivo.
Fonte: Eixos
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