A Abegás defende que, como forma de blindar o mercado brasileiro de gás dos efeitos de mais um conflito armado no Oriente Médio, é necessária a adoção de medidas que ampliem e diversifiquem a oferta.
A associação “alerta que as recorrentes tensões geopolíticas globais só reforçam a necessidade de o país investir na produção e oferta de gás nacional, aumentando a segurança energética e promovendo a geração de empregos e renda em solo brasileiro”, conforme nota distribuída pela entidade.
A Abegás lembra que o mercado de gás é bastante sensível, no que se refere a preço e disponibilidade, a fatores geopolíticos, como ficou evidente na eclosão da Guerra da Ucrânia, em 2022.
Por isso, a entidade considera que são necessárias medidas que assegurem a segurança energética e a competitividade do mercado brasileiro. A Abegás entende ser primordial “acelerar iniciativas em planejamento, como o Gas Release, diversificando o número de agentes de suprimento e garantindo mais competitividade para a indústria”.
Outra medida defendida pela entidade é a redução dos níveis de reinjeção de gás natural nos campos de produção nacional. Somente em janeiro, essa prática atingiu o patamar de 107,8 milhões de metros cúbicos/dia, segundo a Abegás.
Também é necessário ampliar investimentos em infraestrutura essencial, viabilizando a chegada do gás nacional aos pontos de consumo, com ganhos econômicos, sociais e ambientais. Outra iniciativa defendida é o estímulo à demanda, com o uso de gás natural em geração termelétrica, frota pesada e datacenters, viabilizando um sinal de consumo para os investimentos em gás nacional e reduzindo as emissões.
A Abegás considera, também, que é preciso reduzir as tarifas de transporte, sem dupla retribuição por ativos já amortizados, e os custos de acesso aos Sistemas Integrados de Escoamento e de Processamento (SIE/SIP), conforme diagnósticos apresentados pelo MME. Acelerar investimentos, projetos e estudos em novos campos, como Bacia Sergipe e Alagoas e Margem Equatorial, também são medidas essenciais, segundo a associação.
Além disso, é preciso que sejam permitidos estudos envolvendo projetos de exploração de gás de xisto, “sem prejuízo dos devidos cuidados ambientais, uma vez que o país consome gás importado que resulta do processo de fracking”, acrescenta a nota.
Fonte: EnergiaHoje
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