A Mercurio Partners mira oportunidades de aquisição de campos maduros no onshore para verticalizar suas operações de geração a gás natural. A companhia negociou, no 2º Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), dois projetos termelétricos a gás — a UTE Paulínia (23 MW) e a UTE Pilar (250 MW) — e foca, agora, na montagem da carteira de suprimento de gás das usinas. Sócio-fundador da Mercurio, Alexandre Americano, conta que a Jupiter, comercializadora de gás do grupo, está ativa no mercado e que a empresa mira oportunidades de compra de molécula no Brasil, além dos vizinhos Argentina e Bolívia. “Aí tem outras alternativas para a gente compor isso [carteira de suprimento], inclusive eventualmente a compra de ativos de upstream que tragam um portfólio de molécula própria”. Ele relata que a companhia já participou de alguns processos de aquisição de ativos e que há “frentes abertas” nesse sentido.
A Mercurio é uma das fundadoras da MGás (vendida, posteriormente, para o grupo J&F). Após se desfazer do ativo, a empresa criou a Jupiter Gás Natural. Americano conta que a comercializadora está mais focada, hoje, em estruturar os contratos de gás das térmicas, mas que, no futuro, atuar no mercado livre de gás pode fazer sentido. “A gente não está atuando forte nisso, a gente está focando no mercado termelétrico, mas eu diria que a partir de 2027 isso é uma rota bem possível para a Jupiter”. A Mercurio vê sinergias entre a operação da Jupiter no mercado de gás e da Tyr Energia, comercializadora do grupo que atua no mercado livre de energia – sobretudo no aproveitamento da base de clientes de menor porte no B2B.
Fonte: Eixos
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