Segundo a EPE, a extração de materiais metálicos garantiu o maior consumo de energia elétrica da série histórica para a indústria em um mês de julho. O consumo da indústria fechou o mês em 16.788 GWh, crescimento de 0,8% em relação a um ano. O consumo industrial de eletricidade em julho de 2026 interrompeu uma sequência de dois meses seguidos de queda. “Esse foi o maior consumo em um mês de julho em toda a série histórica, iniciada em 2004”. Em julho, o consumo total de energia elétrica cresceu 3,7% no Brasil contra julho de 2025, puxado principalmente pelo consumo residencial e comercial, que lideraram as altas no mês. O consumo residencial de energia elétrica subiu 7% em julho em relação a um ano e a classe comercial subiu 6,3%. “Esses resultados podem estar associados às temperaturas superiores às observadas no ano anterior e à média climatológica em grande parte do país, possivelmente influenciadas, ainda que de forma limitada, pela atuação do El Niño, em um contexto de menor persistência de massas de ar frio e predomínio de tempo seco, o que pode ter ampliado a necessidade de refrigeração das residências”, disse a EPE em nota.
De acordo com a autarquia, o cenário mais favorável de renda e emprego também pode ter estimulado o consumo das famílias. “Somaram-se a esses fatores o aumento do número de consumidores, a continuidade das aquisições de eletrodomésticos e a menor pressão da bandeira tarifária”, explicou. No ano até julho, o consumo brasileiro de eletricidade cresceu 1,5%, com destaque para a classe residencial, com alta de 3,9%, seguida pela comercial, com alta de 3,2%. Já a indústria ainda está no terreno negativo, apesar do resultado recorde de julho, com queda de 0,4%.
Fonte: Agência Estado
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