Para o diretor do Departamento de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, Marcello Weydt, a remuneração adequada das infraestruturas essenciais de gás natural, em discussão na ANP pode significar uma redução dos custos de acesso aos sistemas de escoamento e processamento dos atuais US$ 8 para cerca de US$ 2,5 o milhão de BTU. “Agora, a gente está dependendo da atuação da própria ANP”, disse. Weydt destaca que um dos principais diagnósticos do Gás para Empregar foi que o preço da molécula do gás do pré-sal é competitivo, mas que o custo de acesso às infraestruturas de escoamento e processamento é a “maior barreira para competição no mercado de gás natural”. “O que estava sendo cobrado no acesso negociado estava em um valor muito superior ao que deveria ser de uma infraestrutura depreciada e amortizada”, comentou. Em meio às articulações da Petrobras para esvaziar a agenda da abertura das infraestruturas, a ANP avançou, em julho, em duas frentes contrárias aos interesses da estatal: aprovou a abertura de consulta pública sobre as novas regras de acesso ao escoamento e ao processamento; e instituiu comissão especial para apurar controvérsias e eventuais condutas anticoncorrenciais no acesso da Pré-Sal Petróleo (PPSA) às infraestruturas de gás do pré-sal, operadas pela Petrobras. Weydt diz que vê um “movimento natural” a oposição das petroleiras (donas das infraestruturas de escoamento e processamento) a essa agenda.
Fonte: Eixos
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