A Abegás lança o documento ‘”Gás Canalizado Agenda estratégica para promover o desenvolvimento social e econômico no Brasil”, um e-book interativo que também terá versão impressa. O objetivo é subsidiar o debate de candidaturas à Presidência e ao Congresso nas eleições de 2026 sobre o setor. “A iniciativa busca apresentar caminhos concretos para destravar investimentos em infraestrutura, ampliar a competitividade da indústria nacional, garantir a segurança energética do País e acelerar a transição para uma economia de baixo carbono’] informa a Abegás em nota.
A entidade afirma que o País vive um “paradoxo estrutural”. Apesar de reservas abundantes de gás natural no pré-sal, em Sergipe Águas Profundas (Seap) e na Margem Equatorial, a indústria aproveita pouco do gás natural produzido. Em 2025, a produção chegou a 179 milhões de m³/d, mas só 33% desse volume alcançou o consumidor final, enquanto o restante foi reinjetado ou desperdiçado. Para a associação, a campanha de 2026 é uma janela para recolocar o tema no centro da estratégia de desenvolvimento. “Nosso objetivo é levar uma pauta positiva para os candidatos à Presidência. deputados e senadores, ajudando a formar opinião em relação ao gás natural e aos benefícios de viabilizar essa agenda para o País”, afirma o diretor-executivo da Abegás, Marcelo Mendonça, que defende medidas em eixos legislativo, regulatório e de políticas públicas. O texto também conecta o gás a metas climáticas, no gás natural é uma das rotas viáveis e imediatas para o Brasil alcançar as metas ambientais da COP 30″, diz Mendonça, citando que o setor de transportes responde por cerca de 50% das emissões do País e é dependente do diesel importado, que custou US$ bilhões aos cofres públicos em 2025″. Segundo a Abegás, a substituição do diesel por gás em frotas pesadas e ônibus urbanos reduziria emissões e manteria a riqueza circulando no território nacional.
presidente do Conselho de Administração da Abegás, Rafael Lamastra Jr, afirma que o setor de distribuição investe cerca de R$ 1,5 bilhão por ano em manutenção e expansão de redes e gera mais de 60 mil empregos diretos e indiretos. “Esse investimento é vital para a modicidade tarifária. Precisamos de políticas públicas claras que atraiam investimentos para escoar, processar e transportar o nosso gás, transformando esse potencial abundante em recursos reais para a sociedade. A expansão da infraestrutura de gás canalizado promove o desenvolvimento regional em centenas de municípios, gerando empregos e renda, além de propiciar o aumento de arrecadação para os estados e para a União”, diz Lamastra Jr. O documento está organizado em quatro capítulos, com diagnóstico por região – 19 unidades da federação têm operações ativas e outras cinco estão em fase pré-operacional -, detalhamento de gargalos como o preço indexado ao Brent e a reinjeção recorde, além de um pacote de propostas. Entre as propostas estão medidas para ampliar o acesso a infraestruturas essenciais. expandir a malha de transporte, limitar a reinjeção ao necessário para a recuperação de petróleo, criar um gestor independente da malha e estimular corredores sustentáveis para incentivar a substituição do diesel no transporte de carga.
Fonte: Agência Estado
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