Para suprir o segmento Mercado Cativo Verde, a Comgás assinou contrato com a Edge, do mesmo grupo, para aquisição do biometano. A Edge, segundo a distribuidora, apresentou a melhor proposta na chamada pública aberta pela concessionária. A Comgás informou ainda o volume inicialmente previsto para o novo modelo de negócio é de mais de 2,6 mil m³/dia, com possibilidade de atingir até 50 mil m³/dia, “a depender da evolução da demanda, da disponibilidade de oferta da molécula de biometano e de condições comerciais e regulatórias”. A venda do biometano cativo será atrelada a um mecanismo de certificação de origem baseado em duas camadas: numa auditoria externa independente e no controle interno da companhia.
Arsesp monta regulação
A Arsesp montou, recentemente, a regulação do tratamento tarifário do novo segmento. A agência publicou três novas deliberações que replicam para o biometano, em contas próprias, mecanismos que já existem para o gás natural: as perdas regulatórias (o gás que entra na rede e não é faturado), a conta gráfica (a diferença entre o custo previsto na tarifa e o custo real da molécula, devolvida ou cobrada depois de usuários); e as penalidades contratuais. Durante a consulta pública, consumidores industriais, representados pela Abrace, manifestaram algumas preocupações com a complexidade regulatória da nova modalidade e seus impactos sobre o desenvolvimento do mercado de biometano no estado.
Fonte: Eixos
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