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Petróleo renova as máximas desde novembro de 2014

Os preços do petróleo fecharam em leve alta na quinta-feira (10), anulando o que parecia se

encaminhar para uma realização de lucros depois do salto nas cotações da commodity na quarta (9). Diversos relatos de veículos de imprensa deram conta, hoje, que o ministro do petróleo iraniano, Bijan Zanganeh, disse à televisão estatal que nada de relevante acontecerá com as exportações de petróleo depois das sanções ao Irã.

“A volatilidade do petróleo está bastante elevada neste momento enquanto os investidores digerem o que significa nos fundamentos a retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã”, disse Tyler Richey, co-editor do Sevens Report.

No fechamento, os contratos do Brent para julho subiram 0,3%, a US$ 77,47 por barril, na ICE, em Londres, enquanto os do WTI para junho avançaram 0,30%, a US$ 71,36 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), ambos renovando as máximas desde novembro de 2014. Pela manhã, as cotações da commodity operaram em baixa depois da alta de 3% na véspera.

Em relatório divulgado nesta quinta, analistas do Bank of America Merrill Lynch afirmaram haver risco de o petróleo chegar à cotação de US$ 100 no próximo ano, em meio à restrição no fornecimento na Venezuela e no Irã.

Além disso, o BofA considera que os esforços da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Rússia para coordenar a oferta e estabelecer um piso para os preços em 2019 tendem a levar os estoques globais abaixo da média de cinco anos, favorecendo o ajuste do mercado.

O banco introduziu meta de US$ 90 por barril do Brent para o segundo trimestre de 2019 e elevou a projeção média para o ano em curso a US$ 70 por barril, esperando média de preços a US$ 75 para o ano seguinte.

 

Fonte: Valor Online

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