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Geração térmica eleva demanda de gás em maio

Demanda total chega a 75,6 milhões de m³/dia, sendo 25,32 milhões de m³/dia para térmicas.

O aumento da geração termelétrica com gás natural puxou a alta da demanda pelo combustível em maio, de acordo o Boletim de Acompanhamento da Indústria do Gás Natural, do MME. No quinto mês do ano, foram demandados 75,6 milhões de m³/dia, sendo 25,32 milhões de m³/dia para térmicas. Em abril, a demanda havia sido de 71,9 milhões de m³/dia, sendo que o volume para fins de geração elétrica foi de 20,71 milhões de m³/dia.

Apesar da ampliação da demanda, a oferta nacional caiu de 54,34 milhões de m³/dia para 53,36 milhões de m³/dia. Para completar a necessidade de abastecimento, como consequência, houve mais importação, que passou de 22,22 milhões de m³/dia – sendo 20 milhões de m³/dia da Bolívia e o restante via gás natural liquefeito (GNL) – para 25,98 milhões de m³/dia – sendo 24,17 milhões de m³/dia bolivianos e o restante em GNL. GNL mais barato O boletim mostrou ainda que o GNL que aportou no país em maio – 1,81 milhão de m³/dia – foi mais barato do que o comprado no mês anterior.

A média do valor do quinto mês do ano foi de R$ 8,23 por milhão de BTU contra R$ 8,90/milhão de BTU em abril, com o insumo sendo adquirido apenas dos Estados Unidos. O gás importado dos Estados Unidos, em maio, foi de R$ 8,91/milhão de BTU, mas o preço mais em conta do insumo comprado de Trinidad e Tobago – de R$ 8,06/milhão de BTU – ajudou a puxar a média para baixo. Porém, desde fevereiro, o GNL vem mostrando uma tendência de alta. Aquele foi o último mês em que o país conseguiu comprar no mercado spot abaixo de R$ 8/milhão de BTU: foram pagos R$ 7,26/milhão de BTU, em média, sendo mais barato o gás vindo da Nigéria, que foi de R$ 6,10/milhão de BTU naquele mês.

No entanto, desde então, as compras têm sido revezadas entre Estados Unidos e Trinidad e Tobago e a importação da Nigéria não tem aparecido mais no balanço. O boletim de maio mostrou ainda que o gás da oferta brasileira chegou a R$ 8,28/milhão de BTU, na modalidade firme renegociada (que discrimina o valor pago na molécula e no transporte), e a R$ 7,44/milhão de BTU na modalidade firme. Na média, o importado ficou mais barato, em R$ 6,71/milhão de BTU. O cenário de preços levou em conta o dólar de conversão em R$ 3,63/US$ 1.

 

Fonte: Brasil Energia Online

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