De acordo com estudo elaborado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), a inclusão de usinas termelétricas a gás natural na base de geração do sistema elétrico reduziria os custos com energia elétrica e garantiria mais segurança no abastecimento.
Atualmente, a fonte é acionada em períodos de escassez de água nos reservatórios de usinas hidrelétricas. Segundo a CNI, a metodologia atual eleva as tarifas para os consumidores e desestimula investimentos no setor.
Os dados são do estudos “Térmicas na base: a escolha inevitável” (íntegra). O documento faz parte de 1 conjunto de propostas elaboradas pela CNI e entregues aos candidatos à Presidência da República.
De acordo com o estudo, desde 2012 as térmicas são responsáveis por 20% da energia elétrica gerada no país. O Brasil conta com cerca de 13 gigawatts (GW) de capacidade instalada em usinas térmicas a gás, cerca de 8% da potência instalada no país.
No leilão de compra de energia realizado na última 6ª feira (31.ago.2018), o governo contratou 1 empreendimento a gás natural. Segundo dados da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), a fonte representou 39,09% da energia vendida no certame.
Para a CNI, a ampliação no uso da fonte pode ajudar no processo de recomposição de reservatórios de usinas hidrelétricas, que apresentam baixos níveis.
Também contribuiria para o desenvolvimento de usinas eólicas e solar – campeãs nos leilões de compra de energia realizados neste ano– pois, compensaria as interrupções no fornecimento dessas fontes.
Entre as propostas aos candidatos à Presidência da República, a confederação defendeu a ampliação do limite de energia gerada por térmicas e a integração o planejamento de usinas térmicas com a expansão da rede de gasodutos.
Para a CNI, as térmicas desempenharia 1 papel estratégico contribuindo para o desenvolvimento do mercado de gás natural. A confederação recomenda que haja coerência entre a expansão do sistema elétrico e da rede de gasodutos, tubulações usadas para transportar gás natural.
Em outro estudo, a confederação apontou que cerca de 4% da produção brasileira de gás natural foi queimada em 2017, por falta de uma rede de infraestrutura adequada para transporte e escoamento do combustível.
BANDEIRAS TARIFÁRIAS
Segundo a CNI, sem as incertezas do período de operação, seria possível reduzir os custos, dado que haverá mais previsibilidade para o acionamento da fonte e da demanda de energia.
Pelo modelo atual, o governo autoriza o acionamento de usinas térmicas para compensar o baixo nível dos reservatórios e incapacidade das hidrelétricas entregaram a quantidade de energia nos contratos.
Para o consumidor, a medida representa 1 custo adicional nas contas de luz. A depender das condições de geração de energia elétrica no país, há a cobrança da bandeira tarifária.
O sistema de bandeiras tarifárias foi instituído pela Aneel, em 2015, com objetivo de sinalizar ao consumidor o custo real da geração de energia elétrica. Até o junho deste ano, os consumidores pagaram R$ 1,2 bilhão em taxa adicional.
Fonte: Portal Poder 360
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