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Petróleo recua ao menor nível em um mês com expectativa sobre oferta

Os preços do petróleo recuaram para perto do menor nível em um mês ainda na esteira da alta dos estoques americanos e das tensões entre os Estados Unidos e outros produtores na questão da oferta global da commodity.

O contrato do WTI para novembro fechou em queda de 1,58%, a US$ 68,25 o barril e acumula perda de 3,68% na semana.

Já o Brent para dezembro fechou com perda de 0,95%, a US$ 79,29 o barril, com perda de 1,45% na semana.

Uma “queda sazonal na demanda das refinarias pode resultar em elevação das reservas de petróleo”, disse um relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróle (Opep) obtido pelo jornal “The Wall Street Journal”.

O acúmulo, “em meio à tendência de alta na produção de petróleo bruto nos EUA, pode ser um fator de baixa para os preços do petróleo nas próximas semanas”, disse o relatório.

A avaliação da Opep vem num momento em que o Brent – referência global para a commodity – cai abaixo do limite de US$ 80 pela primeira vez em quase um mês, depois que foi reportado um aumento inesperado nos estoques americanos.

Em uma reunião no mês passado, o cartel e seus aliados debateram o quanto deveriam aumentar a oferta para compensar as sanções americanas sobre as exportações iranianas que entram em vigor no início de novembro Mas, como a Arábia Saudita e a Rússia aumentaram a produção, alguns funcionários da Opep estão preocupados um eventual excedente do óleo, o que impacta para baixo os preços.

A Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês) dos EUA disse na segunda-feira (15) que espera um aumento da produção em 98 mil barris por dia de outubro a novembro.

A manutenção planejada das refinarias russas poderia elevar os preços cobrados por Moscou e seus concorrentes na Europa, em particular, informou o relatório da Opep.

Enquanto isso, as revisões das previsões econômicas globais do Fundo Monetário Internacional (FMI), alimentadas por disputas comerciais entre os EUA e seus parceiros, “lançaram mais incerteza sobre o crescimento da demanda de petróleo em 2019”, disse o documento.

 

Fonte: Valor Online

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