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Pressionado por volatilidade em NY, petróleo fecha em baixa

Os preços do petróleo fecharam em baixa na segunda-feira (29), pressionado pela valorização do dólar e pela forte volatilidade dos índices acionários americanos, levantando dúvidas em relação à demanda pela commodity.

O petróleo WTI para entrega em dezembro fechou em queda de 0,82%, a US$ 67,04 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York, enquanto o Brent para janeiro encerrou a sessão em baixa de 0,37%, a US$ 77,37 o barril na ICE Futures Europe, em Londres.

O petróleo tem sido pressionado pela turbulência nos mercados acionários globais e hoje não foi diferente. As bolsas americanas abriram em alta, mas viraram para terreno negativo no começo da tarde com o anúncio de um plano para introduzir um imposto sobre serviços digitais no Reino Unido, que terá como alvo empresas que tenham receita de pelo menos 500 milhões de libras.

As quedas foram ampliadas depois que uma matéria da agência Bloomberg reportou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja impor mais tarifas contra a China se a sua reunião com o presidente chinês Xi Jinping não render frutos.

Sanções contra o Irã

Além das quedas nos mercados acionários, o petróleo ainda é pressionado pela perspectiva das sanções americanas contra o Irã, que devem entrar em efeito no começo da semana que vem.

“O mercado pode ser privado de mais de 1,5 milhão de barris diários ao todo. A situação da oferta deve portanto ficar mais apertada no curto prazo, ficando dependente da disposição da Opep de compensar a queda”, disse analistas do Commerzbank em nota nesta segunda-feira. O banco prevê que o barril do Brent supere os US$ 80 até o final do ano.

A produção da Arábia Saudita e da Rússia, por outro lado, tem acelerado gradualmente nos últimos meses. “É uma aposta segura que a produção saudita de petróleo chegue aos 11 milhões de barris diários antes do fim do ano. O resultado final é que a Arábia Saudita e a Rússia terão somado quase 1,5 milhão de barris por dia no segundo semestre”, disse Stephen

Brennock, analista da PVM Oil Associates. “Crucialmente, isso mais ou menos espelha a queda na oferta iraniana”, disse.

 

Fonte: Valor Online

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