Os preços do petróleo fecharam novamente em baixa na sexta-feira (2), com o WTI renovando uma mínima desde abril, diante de receios de excesso de oferta, e completando a quarta semana consecutiva de perdas.
Em Nova York, o WTI (dezembro) caiu 0,86%, a US$ 63,14 o barril. Na semana, o contrato desvalorizou cerca de 6,6%. Em Londres, o Brent (janeiro) terminou com declínio de 0,08%, a US$ 72,83 o barril.
O mercado segue receoso com riscos de excesso de oferta de petróleo. Sobre as sanções americanas contra o Irã, prestes a entrarem em vigor, investidores repercutiram informações de que os Estados Unidos concordariam em abrir exceções a oito países, os quais poderiam continuar comprando petróleo da nação islâmica. Somam-se a isso notícias de que a Opep e
aliados, liderados pela Rússia, elevaram sua produção no mês passado.
O aumento da produção mais do que teria compensado a queda das exportações de petróleo do Irã, que, na próxima segunda-feira (5), verá entrar em vigor sanções impostas pelos EUA. Os americanos, por sua vez, seguem em meio a um embate tarifário com a China, com desdobramentos sobre as duas economias, as maiores do mundo.
Desaceleração econômica
“Está claro que a disputa e as tarifas provavelmente vão esfriar as duas maiores economias do mundo, com impacto negativo sobre o restante do mundo”, diz Ashley Kelty, analista de petróleo da Cantor Fitzgerald Europe. “Isso vai continuar a impor pressão de baixa sobre os preços do petróleo, conforme a crescente produção nos EUA e da Opep e mais aliados aumenta a probabilidade de um excesso de oferta no curto prazo”, acrescenta.
Hoje, a Baker Hughes divulgou que o número de sondas de petróleo em atividade nos Estados Unidos caiu nesta semana, de 875 para 874. Ainda assim, a contagem segue colada nas máximas desde março de 2015. O número de sondas em atividade mostra um salto em relação a um ano atrás, quando 729 estavam em atividade nos EUA.
Fonte: Valor Online
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