A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) enviou carta ao governo do estado para pedir que a futura distribuidora de gás ofereça um preço de gás natural mais competitivo para as empresas que atuam no Espírito Santo. Apesar de produzir cerca de 10 milhões de m³/dia, o estado possui hoje o segundo preço mais caro do país, perdendo apenas para o Amazonas, segundo o Ministério de Minas e Energia. Atualmente, o preço do insumo no Espírito Santo chega a US$ 15,59 por milhão de BTU.
O governo estadual vem indicando que estuda promover uma tomada de preços para a compra do gás, o que permitiria a entrada de novos supridores e, consequentemente, ampliaria a concorrência. Atualmente, o Espírito Santo não conta com uma distribuidora de gás própria e a atividade é exercida diretamente pela Petrobras, por meio de sua subsidiária, a Gaspetro. Por outro lado, a criação da distribuidora de gás local ainda aguarda aprovação do legislativo estadual.
A Findes argumenta, entretanto, que a taxa de retorno proposta no projeto de lei que cria a distribuidora capixaba, de 9,96%, é considerado alta na comparação com outros estados que praticam taxas mais baixas, como São Paulo e Santa Catarina, por exemplo. No estado paulista, a Comgás possui uma taxa de retorno de 8,04%, enquanto no estado catarinense, é de 8,44%.
A carta da entidade destaca ainda um estudo da Deloitte, consultoria contratada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP), que sugeriu uma taxa de retorno de 7,92% para a distribuidora capixaba.
Fonte: Brasil Energia
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