Os preços do petróleo fecharam a sessão da segunda-feira (10) com fortes perdas, mais do que devolvendo os ganhos anotados na sexta-feira (7), após a confirmação do acordo entre a Opep e aliados para cortar a produção da commodity em 1,2 milhão de barris.
Analistas apontam fortes receios com a desaceleração do crescimento econômico global e com os efeitos que isso teria sobre a demanda pela commodity. O humor em relação ao petróleo também é prejudicado pela guerra comercial em curso entre os EUA e a China, que ameaça aumentar a pressão sobre o crescimento.
Os contratos do petróleo WTI para janeiro fecharam em queda de 3,06%, a US$ 51,00 por barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), enquanto os do Brent (referência global da commodity) para fevereiro recuaram 2,75%, a US$ 59,97 por barril na ICE, em Londres. Na sexta-feira, o WTI subiu 2,18%, para US$ 52,61 o barril, enquanto o Brent fechou em alta de 2,68%, a US$ 61,67 o barril.
Na avaliação de Greg Sharenow, gestor de carteiras da Pimco, a opção da Opep e de aliados por uma corte de 1,2 milhão de barris/dia foi um “meio de caminho”, referindo-se ao consenso de mercado, de que a redução ficaria entre 1 milhão e 1,5 milhão de barris/dia.
Para o gestor da Pimco, a decisão permitirá que a referência americana, o WTI, avance da faixa baixa para a intermediária da casa de US$ 50 por barril. Em tal nível, ele espera que a produção americana irá se desacelerar, o que encorajará o governo americano a exercer, de forma mais rigorosa, a partir do segundo trimestre, as sanções impostas desde novembro ao Irã, e que foram afrouxadas logo no início.
Na avaliação de Konstantinos Venetis, economista sênior da TS Lombard, com a desaceleração da economia mundial, a Opep enfrentará dificuldades para induzir uma recuperação sustentada dos preços por meio da administração da oferta.
Fonte: Valor Online
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