Os preços do petróleo viraram e fecharam em queda na quinta-feira (31/1), depois de sinais de que o governo de Donald Trump está endurecendo as negociações comerciais com a China e de dados indicando produção recorde de petróleo nos EUA.
Ainda assim, o mês foi bastante positivo para a commodity, que subiu quase 20%, entrando em “bull market” em relação às mínimas registradas em dezembro passado.
Em Nova York, o WTI (março) fechou a sessão desta quinta em queda de 0,81%, a US$ 53,79 o barril. No mês, subiu cerca de 18,5%, maior alta mensal desde abril de 2016. Em Londres, o Brent (abril) caiu 1,14% nesta quinta-feira, para US$ 60,84 o barril. Em janeiro, a alta foi de cerca de 13,2%, melhor mês também desde abril de 2016. O petróleo vinha de três meses consecutivos de baixa.
Mais cedo, os contratos operaram em alta, renovando máximas em cerca de dois meses. Mas viraram para baixo após declarações do presidente americano de que um acordo comercial com a China poderá ser adiado “um pouco”.
Além disso, dados da Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês) mostraram que a produção de petróleo no país saltou em novembro a um novo recorde de 11,9 milhões de barris diários, elevação considerável ante os 11,6 milhões de outubro. Os números indicam que a produção pode ter alcançado, em dezembro, os 12 milhões de barris por dia, o que poderá levar a EIA a revisar para cima a estimativa de produção para este ano.
Fonte: Valor Online
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