A Petrobras está preparando a venda de mais três gasodutos depois de levantar US$ 8,6 bilhões com o repasse do controle da TAG à francesa Engie, disseram três fontes com conhecimento do assunto.
O conjunto de gasodutos, consideravelmente menores do que os da TAG já vendidos pela Petrobras, podem ser avaliados em mais de US$ 3 bilhões juntos, uma fonte disse.
A Petrobras contratou a unidade do banco de investimento do Credit Suisse para vender os gasodutos que conectam a área do pré-sal na Bacia de Santos à infraestrutura terrestre, segundo as fontes.
Os planos iniciais previam a venda apenas de uma parcela minoritária dos três gasodutos, mas depois de conseguir mais recursos com a venda da TAG do que o imaginado, a Petrobras já considera vender o controle desses ativos, duas fontes disseram, pedindo para não ter seus nomes revelados porque as discussões ainda são privadas.
Uma decisão final será tomada depois que a nova diretora financeira indicada, Andrea Marques de Almeida, assumir o cargo.
As três unidades, conhecidas como Rota 1, Rota 2 e Rota 3, têm cerca de 1 mil quilômetros de extensão de gasodutos que partem da Bacia de Santos para a costa.
Antes da venda da TAG, a Petrobras já havia negociado 90% da unidade de gasodutos Nova Transportadora do Sudeste (NTS), por mais de US$ 5 bilhões, em 2016, para um consórcio liderado pela canadense Brookfield.
Petrobras e Credit Suisse não comentaram o assunto.
Dois desses gasodutos já transportam gás natural gerado na exploração dos campos do pré-sal na Bacia de Santos para o litoral de Rio de Janeiro e São Paulo, e um terceiro ainda está em construção.
A venda de uma fatia majoritária nos gasodutos deve atrair mais interessados do que uma alienação minoritária, uma das fontes afirmou. Alguns dos investidores que participaram do processo de venda da TAG estão interessados nesses gasodutos, que também oferecem uma fonte estável de fluxo de caixa.
O processo de venda não deve começar antes do segundo semestre, disse uma fonte, porque a Petrobras precisa da concordância de seus parceiros de exploração no pré-sal para a transação, uma vez que eles têm participação na exploração do gás produzidos pelos campos. Esses parceiros incluem a francesa Total, a Shell e a chinesa CNPC, entre outros.
Fonte: Reuters
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