A Petrobras avalia implementar um parcelamento do pagamento no próximo ajuste trimestral dos contratos de fornecimento às distribuidoras de gás natural canalizado, indicou a CEO da estatal, Magda Chambriard, em teleconferência com analistas na terça (12). “Estamos olhando se esse aumento contratado em agosto vai demandar de nós algum tipo de suporte em termos de alargamento de prazo de pagamento”, disse. A estatal passou a oferecer a opção de parcelar a diferença de preços para o querosene de aviação (QAV) em abril, de modo a mitigar os impactos do repasse dos aumentos internacionais nas cotações devido à guerra no Oriente Médio. No caso do gás natural, o primeiro reajuste trimestral após o início do conflito ocorreu no início de maio, com uma alta de 19,2%. Projeções da Abegás, no entanto, indicam que o próximo reajuste, em agosto, poderá levar a um aumento de 50% no preço da molécula. As distribuidoras não têm aumento de margem com o reajuste do gás. Os valores são repassados para tarifas nos reajustes periódicos feitos caso a caso nos estados. Chambriard ressaltou que a estatal vai continuar a “observar fielmente a evolução dos preços no mercado internacional e a política de não repasse da volatilidade”.
Fonte: Eixos
Related Posts
Brasil produz quase três vezes mais gás natural do que entrega ao mercado
Segundo o Movimento Brasil Competitivo (MBC), o Brasil atingiu em 2025 uma produção média de 179 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Apesar disso, apenas 61,92 milhões de m³/dia chegam...
Articulação tenta injetar gás na tramitação do Redata no Senado
Dez frentes parlamentares e 34 entidades do setor produtivo lançaram um manifesto pedindo “prioridade e urgência” na tramitação da política de incentivos aos data centers parada no Senado desde fevereiro....

