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Gás passa carvão na matriz da OCDE pela primeira vez

Combustível passa a ter participação de 27,4%, enquanto o carvão caiu para 25,4%

O gás natural ultrapassa pela primeira vez o carvão na matriz energética dos países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), tendo uma participação de 27,4% no mix, contra 25,4% do carvão. O somatório das energias renováveis corresponde a uma participação total de 27,4%. O dado está no relatório Key Eletricity Trends 2018, da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), divulgado nesta quarta-feira (17/4).

O relatório mostra que nos países membros do grupo houve uma redução do uso do carvão, ao passo que o gás tem avançado. Na América do Norte, por exemplo, houve acréscimo de mais 200 TWh no uso do gás, entre 2017 e 2018. Nesse mesmo período, o carvão teve um decréscimo de 50 TWh, na região.

Nos países da OCDE como um todo, o carvão gerou 100 TWh a menos, uma redução de 3,7% em relação a 2017, e o gás gerou mais 156 TWh, um avanço de 5,6% frente a 2017. Já os combustíveis fósseis, derivados do petróleo, aumentaram a geração em 41,4 TWh, de um ano para o outro.

Ao todo, o gás natural é responsável pela geração de 2.928 TWh nos países membros do grupo, enquanto a geração a carvão corresponde a 2.710 TWh. Esse avanço do gás foi favorecido pela ampliação da exploração do shale gás nos Estados Unidos, país que tem aproveitado o insumo para ampliar sua inserção mundial no mercado de gás, tornando-se agente exportador de gás natural liquefeito (GNL).

No que diz respeito ao carvão, o Reino Unido reduziu sua geração em 25,5% e o Japão, em 12,7%. Por outro lado, a Turquia aumentou em 16,5% o uso do combustível. Já com relação ao gás, a Coréia do Sul registrou um crescimento de 28,7% no uso do combustível, agregando mais 34,3 TWh à sua matriz.

 

Fonte: Brasil Energia

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