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Aprovado EIA-Rima para terminal de GNL da Comgás

Projeto na Baixada Santista receberá R$ 354 milhões em investimentos e se junta a outros três em construção no país

A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo aprovou nesta terça-feira (30), o EIA-Rima do terminal de GNL da Comgás, para reforço estrutural de suprimento da Baixada Santista. Este terminal representa uma alternativa para fortalecer a distribuição no estado, com investimentos estimados em R$ 354 milhões. É o primeiro terminal de GNL de São Paulo e o segundo da região sudeste.

O terminal funcionará no formato FSRU, ancorado no Lago do Caneú, próximo à Ilha dos Bagres, onde será conectado a um duto de 8,5 km de extensão até o city gate em Cubatão. Terá capacidade para regaseificar até 14 milhões de m³/dia. Antes da aprovação do EIA-Rima, o projeto passou por audiências públicas na região, entre os dias 10 e 15 de outubro do ano passado. A expectativa é que entre em produção em 2020.

No relatório de impacto ambiental, a Comgás afirma que a escolha do GNL se justifica como a melhor do ponto de vista econômico e socioambiental. O projeto consiste em um terminal offshore de recebimento de gás e um gasoduto marítimo de escoamento que leva ao city gate. O berço receberá dois FSRUs, sendo um destinado à regaseificação e o outro à estocagem do gás. Já a transferência do insumo do FSRU para a embarcação de estocagem será feita por uma operação ship-to-ship.

Outros projetos

Além deste terminal de GNL, há outros dois em processo adiantado, no Porto do Açu, no norte do Rio de Janeiro, e o de São Francisco do Sul, em Santa Catarina. Em operação, existem três terminais – no Rio de Janeiro, Bahia e Ceará. Com estes novos, o país passará a contar com seis terminais para regaseificar o gás importado.

A construção do terminal do Porto do Açu, com capacidade para regaseificar até 21 milhões de m³/dia, foi autorizada pela ANP no último dia 18 de março. O terminal será destinado ao abastecimento das termelétricas que a Gás Natural Açu (GNA) construirá no local.

Já o terminal de Santa Catarina, projeto da Golar Power, irá operar com uma capacidade de 15 milhões de m³/dia, e teve a licença prévia aprovada pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA-SC) no último dia 26/3. O terminal irá operar por meio de uma FSRU, na Baía Babitonga, na região do Sumidouro, a 300 metros da costa. É considerado estratégico para o fornecimento de gás natural às indústrias locais, como a de cerâmica, de metal-mecânica e de vidro, além de suprir a demanda de termelétricas nas regiões próximas ao empreendimento.

 

Fonte: Brasil Energia

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