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Petróleo fecha em baixa com preocupações sobre estoques

Os preços do petróleo viraram para o negativo nos últimos momentos da sessão e encerraram a segunda-feira (10) em baixa. Apesar do dia positivo para ativos de risco, com as tensões comerciais entre Estados Unidos e México provisoriamente amenizadas, os contratos futuros da commodity cederam, pressionados por preocupações relacionadas à oferta e pela alta do dólar no exterior.

Os contratos futuros do Brent para agosto terminaram o dia em baixa de 1,58%, para US$ 62,29 o barril. Já os contratos do WTI para julho terminaram o dia em queda de 1,35%, para US$ 53,26 o barril.

Os investidores monitoram uma possível falta de comprometimento da Rússia sobre os cortes na produção de petróleo, a serem realizados no segundo semestre, e se as reduções vão durar até dezembro. A próxima reunião da Opep, que será realizada em Viena, na Áustria, está marcada para os dias 25 e 26 de junho.

Os 14 membros da Opep e seus dez aliados não membros, liderados pela Rússia, conseguiram impulsionar os preços do petróleo em mais de 40% este ano até o início de abril, por meio de um acordo para cortar pelo menos 1,2 milhão de barris ao dia durante um período de seis meses.

Os mercados de petróleo e gás natural também estão enfrentando problemas semelhantes, na medida em que o início da temporada de verão, após feriado pelo Memorial Day, na segunda-feira passada (3), não resultou em elevação da demanda. A falta de reação da demanda está resultando em elevação dos estoques e pressão adicional sobre os preços.

Novos dados oficiais sobre as reservas americanas serão divulgados nesta quarta (12) e quinta-feira (13). “Os números desta semana atrairão atenção redobrada, especialmente se a recente tendência, adversa para os preços, prosseguir”, apontam analistas da Simmons Energy.

As reservas de petróleo dos EUA acumularam aumento de 17 milhões de barris ao longo das últimas quatro semanas, atingindo máxima de 22 meses, a 483 milhões de barris, enquanto as de gás natural também seguem em expansão por quatro semanas seguidas, superando o avanço observado no mesmo período do ano passado.

 

Fonte: Valor Online

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