O diretor-geral da ANP, Décio Oddone, em sua fala hoje à tarde no Palácio do Planalto para lançar o “Novo Mercado de Gás”, negará peremptoriamente que a nova política significa a quebra de contrato com as distribuidoras. “O Brasil tem uma tradição de respeitar contratos. A última vez em que isso não ocorreu tem mais de 60 anos. Quando eu nasci, lá no Rio Grande do Sul, o então governador gaúcho Leonel Brizola encampou duas empresas americanas ligadas à Telephone and Telegraph e à American & Foreign Power Company”, disse.
É que as distribuidoras de gás regionais, que detêm o monopólio da distribuição garantindo pela Constituição, temem que as novas medidas representem uma “quebra contratual”.
O litígio mais avançado se dá no Rio, onde Wilson Witzel se antecipou às medidas que serão anunciadas hoje por Bolsonaro e abriu o mercado fluminense de comercialização do produto. A gigante espanhola Naturgy, que comanda a Ceg e a Ceg-Rio, tem conversado com o governador para reclamar da “insegurança jurídica” criada pela medida.
A hipótese de essa disputa acabar no Judiciário não está descartada.
Fonte: O Globo / coluna Ancelmo Gois
Related Posts
Análise: Leilão da PPSA confirma apetite da indústria por gás mais barato
Um olhar inicial sobre o resultado do primeiro leilão de gás natural da União, promovido pela Pré-Sal Petróleo (PPSA) nesta quinta (22), faz notar que o certame foi um sucesso. Todo o volume de 1,1 milhão...
Brava Energia encontra gás em poço da Bacia Potiguar
A Brava Energia anunciou a identificação de hidrocarbonetos em seu primeiro poço exploratório terrestre no Campo de Sanhaçu, localizado na porção emersa da Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte. A...

