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Petrobras recebe hoje propostas vinculantes pela Liquigás

A Petrobras vai receber hoje as propostas pela Liquigás. Ao menos um proponente que havia sido selecionado pela estatal para a fase vinculante ficará fora da disputa, apurou o Valor. A gestora de private equity Advent decidiu não entregar proposta nesta quarta-feira. A gestora árabe Mubadala e a brasileira Itaúsa, no entanto, continuam firmes no intuito de ficar com a distribuidora de gás liquefeito de petróleo (GLP).

A Itaúsa está em sociedade com a Copagaz. Como o Valor antecipou em 5 de julho, as duas proponentes, Mubadala e Itaúsa, já eram consideradas as favoritas para a reta final. Com a redução de participantes, a disputa entre as duas fica mais acirrada.

Duas outras proponentes interessadas que haviam sido selecionadas na fase não vinculante para a vinculante também podem participar: a gestora GP Investments e a operadora Ultragaz. A Ultragaz tinha inicialmente planejado consórcio com a gestora CVC, que desistiu do negócio. Não está claro se a companhia entregará proposta, já que ela depende de uma associação com outro investidor.

“A GP foi selecionada para a segunda fase, mas não está claro se o fundo se associará à Ultragaz na proposta firme”, disse uma pessoa que acompanha o processo. Isso porque, conforme a fonte, a Ultragaz não está consorciada com o Mubadala, o outro “player” financeiro que poderia entrar como operador. Outra proponente que buscava parceiros é a SHV Energy, dona da Supergasbras.

“Como o valor de corte para a fase vinculante foi de R$ 2,1 bilhões, a Petrobras conseguirá fechar uma proposta com algum ágio sobre esse valor”, diz uma fonte.

A Liquigás faz engarrafamento, distribuição e comercialização de GLP. Esta semana, a Petrobras anunciou mudanças na política

de precificação de GLP residencial. Para alguns investidores, não agrada o fato de haver uma mudança em meio ao processo de venda da Liquigás – no entanto, consideram que a redefinição pode ser positiva para o setor por igualar a política à de GLP industrial.

 

Fonte: Valor Econômico

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