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EPE estuda cinco novas rotas para escoamento do gás natural offshore

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) está estudando cinco novas rotas para escoamento do gás natural offshore no país. As rotas em estudo, contou o diretor José Mauro Ferreira, tem capacidade variando entre 30 milhões de m3 por dia e 45 milhões de m3 por dia.

Estão em estudo duas alternativas para a Rota 4, uma ligando o pré-sal de Santos até São Paulo e outra ao Porto de Itaguaí. Outras quatro rotas saindo da Bacia de Campos também são analisadas pela empresa, sendo sendo duas ligando o Porto do Açu e outra duas o Porto Central e o Porto de Itaguaí.

Algumas das rotas em análises (Rota 4, Rota 4b, Rota 5, Rota 5b, Rota 6 e Rota 6b) são excludentes.

Todo o trabalho de análise das novas rotas para escoamento da produção offshore de gás natural do país fará parte do Plano Indicativo de Gasodutos de Transporte, que será lançado pela EPE durante a Rio Pipeline 2019, que acontecerá entre 3 e 5 de setembro, no Rio de Janeiro.

A EPE também estudou a implantação de unidades para liquefação do gás natural no mar, o chamado GNL embarcado. O caso básico montado pela empresa indicou demanda de investimentos de US$ 1,1 bilhão para a construção de um FLNG com capacidade para 5,6 milhões de m3 de gás natural por dia.

A EPE também analisa a ligação da malha de dutos brasileira com os terminais de GNL. O primeiro case é o Terminal de GNL de Barra dos Coqueiros, em Sergipe, com a malha de dutos local. A ExxonMobil pretende ligar o Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol) ao terminal de regaseificação Gás Sul, na cidade de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, que está sendo desenvolvido pela Golar Power. Para fazer a interligação, a empresa solicitou à ANP a inclusão do ponto de entrada “Garuva” no edital da chamada pública para contratação de capacidade  de transporte da TBG.

Também está em estudo a implantação de unidades de plantas de regaseificação de pequena escalada no costa brasileira, que poderia receber parte do gás offshore de forma descentralizada. “Podemos abastecer navios a GNL ou mesmo internalizar o gás natural no país para o usado no transporte”, diz o diretor.

 

Fonte: Epbr

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