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Petróleo fecha sessão em alta com maior demanda por ativos de risco

Os contratos futuros do petróleo encerraram a sessão desta segunda-feira (19) em alta, com notícias positivas sobre estímulos fiscais e monetários para as principais economias do mundo. Os comentários de que as negociações comerciais com a China seguem progredindo, feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em seu perdil do Twitter no domingo (18), também contribuíram para a alta da commodity.

Os contratos futuros do Brent para outubro fecharam o dia em valorização de 1,78%, aos US$ 59,74% o barril na ICE, em Londres, enquanto os preços do West Texas Intermediate (WTI) para setembro terminaram o dia em alta de 2,44%, negociados a US$ 56,21 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

A instabilidade geopolítica no Oriente Médio também voltou a sustentar a alta dos preços do petróleo. Rebeldes Houthi, do Iêmen, lançaram um ataque de drone no fim de semana em um dos maiores campos de petróleo da Arábia Saudita.

Os Houthis disseram no sábado (17) que atacaram o campo de petróleo Shaybah, que pertence à Saudi Arabian Oil Co. (Aramco), e detém cerca de 14 bilhões de barris de petróleo, segundo informou o “Wall Street Journal”. A Aramco informou que o incêndio foi extinto em uma usina de processamento de gás natural e que não houve feridos nem interrupções na produção do campo, que produz cerca de 1 milhão de barris de petróleo por dia.

“Embora a produção de petróleo não tenha sido afetada, isso, no entanto, coloca os holofotes novamente nos riscos de fornecimento no Oriente Médio”, disse Cartsen Fritsch, analista do Commerzbank, em uma nota.

Mais cedo, comentários encorajadores do presidente americano e outros funcionários da Casa Branca sobre negociações comerciais, junto com uma decisão da China, no fim de semana, de reduzir os custos de empréstimos para as empresas deram tração aos preços da commodity. Além disso, o ministro das Finanças da Alemanha, Olaf Scholz, afirmou que Berlim poderia adotar estímulo fiscal se necessário, já que a maior economia da Europa ameaça entrar em recessão.

 

Fonte: Valor Online

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