O presidente da CEGÁS, Hugo Figueirêdo, apresentou na última quinta-feira (31), em São Paulo, durante o VI Fórum do Biogás, a experiência da companhia na distribuição de biometano (Gás Natural Renovável) gerado a partir de resíduos sólidos no Aterro Sanitário Municipal Oeste de Caucaia (ASMOC).
A apresentação ocorreu durante a mesa redonda PROMOÇÃO DA CONCORRÊNCIA: O BIOGÁS COMO FONTE COMPLEMENTAR DE GÁS, que teve como mediador Gabriel Kropsch, vice-presidente da ABiogás (Associação Brasileira do Biogás).
Com o objetivo de promover a inserção definitiva do biogás e do biometano na matriz energética brasileira, o VI Fórum do Biogás reuniu cerca de 360 representantes de todos os setores da cadeia de produção, aproveitamento e beneficiamento do segmento nos dias 31 de outubro e 1º de novembro em São Paulo.
Promovido pela ABiogás, o evento teve como objetivo discutir as oportunidades que o Novo Mercado do Gás traz para o biogás e as barreiras impostas pela regulamentação da Geração Distribuída, além de incentivar momentos de networking e troca de conhecimento.
Figueirêdo falou sobre o Gasoduto, a Estação de Transferência e a Planta de Produção de Gás Natural Renovável, empreendimentos realizados por meio da parceria entre a CEGÁS, Prefeitura de Fortaleza e a Gás Natural Renovável Fortaleza.
O Gasoduto foi construído pela CEGÁS, tem 23km e faz a distribuição do Gás Natural Renovável (GNR) proveniente do aterro sanitário da Região Metropolitana de Fortaleza para indústrias, veículos, comércio e residências da rede de clientes da empresa. O projeto está em funcionamento desde dezembro de 2017 e se adequa à Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada e sancionada em 2010.
O gás é produzido pela Gás Natural Renovável Fortaleza, numa planta da unidade de captação e tratamento instalada no ASMOC. Desde maio do ano passado, a CEGÁS tornou-se a primeira distribuidora do Brasil a injetar na sua rede de gasodutos o GNR (Gás Natural Renovável). Obtido a partir da purificação do biogás gerado pela decomposição do lixo do aterro da Região Metropolitana de Fortaleza, o GNR já está sendo entregue a todos os clientes residenciais, comerciais, industriais e veiculares. Inicialmente, toda a produção foi destinada à Cerbras, indústria do setor de cerâmicas, que foi a primeira do Brasil a ter sua produção abastecida com gás natural renovável canalizado.
A GNR Fortaleza possibilita a retirada do gás metano da superfície do Aterro, um combustível renovável compatível com as especificações do gás natural, usado para abastecer veículos, indústrias, comércio e residências.
O gás é gerado a partir da decomposição de resíduos orgânicos depositados no Aterro, principal destinação de todo o resíduo sólido recolhido em Fortaleza. Para a retirada de metano, foram instaladas tubulações que fazem a sucção de todo o metano da superfície do aterro. O processo de produção de biometano acontece a partir da separação de CO2 do metano e da remoção de contaminantes.
Além da geração de energia, também está sendo possível evitar que mais de 610 toneladas de CO2 sejam lançadas na atmosfera anualmente, equivalentes à retirada diária de mais de 800 mil litros de diesel do setor de transportes. Isso contribui para minimizar a emissão de gases de efeito estufa, contribuindo positivamente para as futuras gerações.
No dia 1 de outubro passado, a CEGÁS e a GNR Fortaleza assinaram contrato para ampliar a oferta de Gás Natural Renovável no Ceará (GNR) em 20%. Pelo contrato, a GNR Fortaleza se comprometeu a aumentar sua produção de GNR de 75 mil metros cúbicos para 90 mil metros cúbicos diários. Com isso, a participação de GNR no total de gás natural distribuído pela CEGÁS cresce dos cerca de 15% atuais para 17%.
Atualmente, a Ceará tem uma das maiores participações de GNR no volume de gás distribuido no mundo. Em países desenvolvidos como a França e o Japão, este índice é inferior a 5%. Na Suécia, o percentual é de 12%.
Figueirêdo destacou também que o uso do gás natural renovável pela CEGÁS revelou-se como uma experiência competitiva e sustentável, com impactos positivos em toda a cadeia produtiva do gás natural. “Ampliamos a segurança de suprimento e competitividade no preço, pelo aumento no número de fornecedores de Gás Natural”, disse Figueirêdo.
Segundo Figueirêdo, há outras oportunidades de aproveitamento de biogás no Ceará, com escalas e modelos de negócios distintos a serem explorados com segurança em algumas regiões metropolitanas do Estado, como Sobral, Cariri e Limoeiro do Norte.
O uso do biogás possibilitou ainda, segundo Figueirêdo, que a CEGÁS distribuísse 130 Selos Verdes para seus clientes. O Selo Verde é uma ação que visa distinguir os clientes da CEGÁS como usuários de um tipo de energia mais limpa, inovadora e eficiente. A exemplo de outros selos de certificação, que agregam valor aos seus detentores, o Selo Verde é distribuído entre os clientes residenciais, veiculares, comerciais e industriais da CEGÁS, para que sejam exibidos para seus clientes, moradores, passageiros e funcionários.
Fonte: CEGÁS / Comunicação
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