A alta da gasolina anunciada na segunda (18) pela Petrobras pode chegar com mais intensidade para o consumidor, avalia Luciano Losekan, especialista em Economia da Energia e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF). Isso porque, além do reajuste nas refinarias, pesará sobre o preço final a valorização do etanol anidro, adicionado na proporção de 27% no combustível vendido nos postos.
É possível, até mesmo, que o consumidor pague mais do que a alta de R$ 0,05 nas refinarias. Em geral, o reajuste é aliviado ao longo da cadeia e chega mais ameno aos consumidores finais, o que, segundo Losekan, não deve acontecer dessa vez. O etanol está valorizado por conta do período de fim de safra, acrescenta ele.
“O reajuste é positivo. O estranho é ter demorado tanto para acontecer. Para a Petrobras, é importante manter a política de alinhamento dos preços”, diz Losekan. A estatal anunciou ontem que o litro da gasolina ficou, em média, 2,77% mais caro, um aumento de R$ 0,05 em suas refinarias. Os preços estavam congelados há 53 dias. O óleo diesel também ficou mais caro – 1,18%, equivalente a R$ 0,026.
Fonte: Broadcast / Ag.Estado
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