Av. Alm. Barroso, 52 - sl 2002 - Centro- RJ
+55 21 3995-4325

Petróleo fecha em queda com foco em coronavírus e indecisão sobre produção

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa na sexta-feira, 7, na esteira dos temores sobre o impacto do surto de coronavírus para a commodity. Permaneceu no radar a indefinição, por parte de membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), sobre um ajuste na oferta. Nesta sexta, a Rússia informou que precisa de mais tempo para decidir sobre a proposta de corte na produção.

O petróleo WTI para março fechou em queda de 1,23%, a US$ 50,32 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para abril teve baixa de 0,84%, a US$ 54,47 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Na comparação semanal, o contrato do WTI recuou 2,40% e o do Brent caiu 3,80%.

Incertezas sobre o impacto do coronavírus na demanda por petróleo pesam sobre os preços da commodity, em meio ao crescimento do número de casos de contágio, ultrapassando 31 mil. Os investidores também acompanharam notícias afirmando que as refinarias na China cortaram a quantidade de petróleo que transformam em combustível e que podem reduzi-la ainda mais nas próximas semanas.

O Commerzbank avalia, em relatório enviado a clientes, que embora os mercados acionários ocidentais pareçam ter superado a “crise do coronavírus” em alguns momentos, atingindo novas máximas, é provável que as preocupações no mercado de petróleo persistam por algum tempo ainda. “Isso ocorre porque a China e suas importações são simplesmente importantes demais em termos do mercado global de petróleo”, afirma o analista Eugen Weinberg.

Em meio a especulações em torno de um novo corte de produção pela Opep+, os contratos futuros de petróleo aceleraram perdas com declarações do ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, de que o país precisa de mais tempo para decidir sobre a proposta de um corte adicional de ao menos 600 milhões (bpd) na produção do cartel.

Para o ING, a Opep deve decidir sobre uma ação na reunião de março. O banco avalia que “cortes dessa magnitude seriam mais que suficientes para o mercado”, se o impacto na demanda do vírus estiver alinhado com as estimativas internas da Opep. “De fato, cortes estendidos até o final do ano podem realmente apertar demais o mercado na última parte do ano. No entanto, ainda há muita incerteza em torno do equilíbrio global, sem se saber como a demanda evoluirá nos próximos meses”, diz o ING.

 

Fonte: IstoÉ Dinheiro / Estadão Conteúdo

Related Posts