No ano de 2019, o consumo total de gás natural no País teve um crescimento de apenas 0,9% em relação aos números de 2018. O consumo médio, em 2019, foi de 64,6 milhões de metros cúbicos/dia, pouco acima da média de 2018, quando o consumo foi de 64 milhões de metros cúbicos/dia. O número de consumidores do insumo chega a mais de 3,6 milhões. Os números fazem parte de levantamento estatístico da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) feito com concessionárias em todas as regiões do País.
O destaque em 2019 foi a alta de 3,24% no consumo de Gás Natural Veicular (GNV). “O GNV vem crescendo desde que os preços dos combustíveis líquidos começaram a seguir a lógica do mercado internacional, estabelecendo uma competição mais justa. No ano de 2019, vemos a consolidação desse movimento de retomada. De outro lado, as distribuidoras vêm fazendo a sua parte, ajudando a desenvolver o mercado com ações que estimulam a conversão de veículos, investindo em ações de relacionamento com motoristas de aplicativos e as próprias empresa criadoras dos aplicativos, bem como divulgando os benefícios do gás natural para uso automotivo — inclusive no mercado corporativo”, afirma o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.
“O Brasil precisa seguir o exemplo de países da Europa, América do Norte e da América do Sul, onde já é uma realidade o uso automotivo do gás natural em transporte de cargas e de passageiros. É preciso que governo federal e estaduais estabeleçam políticas que estimulem essa transição do diesel para o gás natural, com vantagens ambientais, reduzindo as emissões de gases causadores de efeito estufa, e, principalmente os benefícios sociais, melhorando a qualidade do ar nas cidades”, diz o executivo.
“De acordo com estudo do Instituto Saúde e Sustentabilidade, os ônibus a diesel causarão a morte de 26 mil pessoas em São Paulo e no Rio de Janeiro até 2025 a um custo de 10 bilhões em perda de produtividade caso não haja a substituição do modelo energético das frotas do transporte público. O mesmo estudo aponta ainda 13 mil internações no SUS a um custo estimado em R$ 21,7 milhões. O Brasil tem todas as condições para mudar isso, gerando a demanda que será fundamental para impulsionar a exploração e produção de gás natural nas reservas do Pré-Sal, aproveitando essa riqueza que está em subsolo marinho e ampliando a oferta no País”, afirma Salomon.
De acordo com Salomon, o crescimento do consumo nos segmentos comercial (8,71%) e residencial (0,64%) refletem o esforço de investimento das distribuidoras para expandir a rede e desenvolver novos mercados e aplicações.
Consumo em 2019 em todos os segmentos
Industrial — O segmento industrial fechou 2019 com retração de 0,9% na comparação com o ano anterior. O consumo médio do segmento foi de 27,9 milhões de metros cúbicos/dia.
Automotivo — Apresentou crescimento de 3,2% em relação a 2018, com consumo médio de 6,2 milhões de metros cúbicos/dia. O GNV continua sendo mais competitivo que os combustíveis líquidos, considerando seu maior rendimento por quilômetro rodado — com 1 metro cúbico é possível percorrer, em média, 12 quilômetros por um custo médio de R$ 0,25.
Comercial — Foi o segmento que apresentou o melhor desempenho em 2019, com crescimento de 8,71% e consumo médio de 913 mil milhões de metros cúbicos/dia.
Residencial — Apresentou crescimento de 0,64% na comparação com o ano anterior. O consumo médio no segmento foi de 1,2 milhões de metros cúbicos/dia. Hoje mais de 3,6 milhões de famílias já contam com o conforto e a segurança do gás natural.
Cogeração — O segmento tende a acompanhar o desempenho da indústria e em 2019 não foi diferente, houve retração de 9,54% e um consumo médio de 2,5 milhões de metros cúbicos/dia.
Geração elétrica — O segmento apresentou crescimento de 3,25% em relação ao ano anterior com consumo médio de milhões de metros cúbicos/dia. O despacho das térmicas foi maior ao longo do segundo semestre de 2019.
Destaques do consumo nas regiões: 2019 frente a 2018
- Centro-Oeste – Crescimento de 19,8% no segmento comercial;
- Nordeste – Alta de 8,5% no segmento residencial;
- Norte – Avanço de 113,9% no segmento comercial;
- Sudeste – Crescimento de 8,8% no segmento comercial;
- Sul – Alta de 5,7% no segmento automotivo.
Fonte: Comunicação ABEGÁS
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