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Vendas de combustíveis despencam em meio a restrições de circulação

As medidas de isolamento social, adotadas pelas autoridades públicas na tentativa de conter o avanço da covid-19, já estão sendo sentidas pelas empresas do mercado de combustíveis. A Fecombustíveis, entidade que representa os revendedores, destaca que houve uma queda expressiva no consumo durante o último fim de semana e que os postos devem fechar o mês de março com uma redução de 10% a 20% nas vendas e que abril pode ser ainda pior, se as restrições à circulação de pessoas continuarem.

O Sindicom, que representa as distribuidoras, por sua vez, estima que, enquanto durarem as medidas de isolamento, o consumo de combustíveis deve cair entre 30% e 50% em relação à média de vendas anterior à chegada do novo coronavírus ao país – a depender da região e das restrições impostas em cada uma delas.

A queda do volume vendido em todo o país no sábado (21) – dia usualmente mais movimentado nos postos – foi da ordem de 30% em relação ao patamar de um mês atrás, segundo a Fecombustíveis. No domingo (22), o recuo no consumo foi de 40%.

Os sinais de retração são uma má notícia para um mercado que já vinha dando sinais de desaceleração. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), depois de fechar 2019

com crescimento de 2,9%, o consumo de combustíveis começou 2020 mantendo a trajetória

de alta, mas em ritmo menor, com avanço de 1% em janeiro. No mercado de diesel, historicamente vinculado ao desempenho da economia, sobretudo dos setores industrial e do

agronegócio, por exemplo, a comercialização do derivado subiu 0,9% em janeiro, ante um crescimento de 3% no ano passado.

Na segunda (23), a BR Distribuidora informou ao mercado que, devido ao cenário do coronavírus, a desaceleração da atividade econômica prevista, em meio às restrições à circulação de pessoas e redução das atividades industriais, comerciais, de serviços e do uso de todos os modais de transportes no Brasil, deverá ocasionar uma queda da demanda por combustíveis. Segundo a companhia, ainda não é possível projetar seus efeitos e duração, tornando difícil, neste momento, estimar ou quantificar os impactos nos negócios da empresa.

Fonte: Valor Online

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