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Setor sucroalcooleiro pede aumento de R$ 0,40/litro da Cide na gasolina e suspensão de PIS/Cofins do etanol

Diversas organizações que representam as usinas de cana e trabalhadores do setor sucroalcooleiro pediram ao governo federal o aumento da Cide sobre a gasolina vendida nas refinarias, hoje de R$ 0,10 o litro, em R$ 0,40 por litro. Ao mesmo tempo, pediram uma suspensão temporária da cobrança de PIS e Cofins sobre o etanol hidratado, que é de R$ 0,24 por litro.

Além do apoio tributário, as entidades pediram a criação de uma linha de financiamento de R$ 9 bilhões para a “warrantagem” de etanol, que garanta a estocagem de ao menos 6 bilhões de litros do produto (tanto anidro como hidratado).

O setor vem perdendo vendas tanto por causa da redução do consumo de combustíveis do ciclo Otto (etanol e gasolina) como por causa da perda de competitividade do biocombustível, já que o fóssil está em níveis historicamente baixos. Além disso, o preço do etanol vem caindo desde meados de março e as entidades do setor sucroalcooleiro calculam que o valor possa recuar a R$ 1,35 o litro quando o preço da gasolina nas bombas refletir toda a redução do combustível fóssil vendido pelas refinarias.

“O preço potencial de R$ 1,35/litro já é inferior ao valor necessário para a manutenção da atividade produtiva. Mesmo os produtores mais eficientes precisariam de uma receita líquida superior a esse valor para o pagamento de suas obrigações na produção”, afirmaram as entidades, na carta ao Ministério da Agricultura.

Atualmente, o Estado de São Paulo possui cerca de 160 usinas e 14 mil fornecedores de cana, que, juntos, empregam diretamente mais de 500 mil trabalhadores e, indiretamente, ao menos 1,5 milhão, em mais de 450 cidades.

No país, há 360 usinas e destilarias e 70 mil fornecedores de cana que empregam diretamente 750 mil trabalhadores e, indiretamente, 1,5 milhão em mais de 1.200 cidades.

Fonte: Valor Online

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