Os preços do petróleo subiram pelo segundo dia consecutivo nesta terça-feira (16), ajudado em parte pelo apetite ao risco, que voltou aos mercados financeiros na tarde de segunda (15), depois que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciou um novo estímulo sob a compra de títulos corporativos individuais. Contudo, há elementos mais diretos relacionados à commodity que contribuíram, como a expectativa sobre uma reunião da Opep+ nesta quinta-feira (18). Investidores observarão se serão dados sinais sobre mais cortes na produção.
Os preços dos contratos para agosto do Brent, a referência global, fecharam em alta de 3,12%, a US$ 40,96 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os contratos para julho do WTI, a referência americana, valorizaram 3,39%, a US$ 38,38 o barril.
Analistas apontam, no entanto, que uma segunda onda de covid-19 nas principais economias do mundo ainda é uma ameaça perigosa para a recuperação da commodity.
Demanda
Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a pandemia de covid-19 vai prejudicar o crescimento global e a demanda por petróleo este ano, mas os cortes de produção e a recuperação recorde da demanda no próximo ano vão ajudar a equilibrar o mercado.
Apesar de a AIE prever que a demanda mundial pela commodity vai recuar em 8,1 milhões de barris por dia este ano — nível ligeiramente menor do que o previsto no relatório do mês passado —, a demanda em 2021 vai voltar a subir a um nível de 5,7 milhões de barris por dia.
A reabertura de algumas partes da economia global nas últimas semanas acelerou uma recuperação da demanda pelo óleo. A demanda na China em abril quase voltou aos níveis registrados há um ano e a procura na Índia subiu em maio.
Se essa ressurgência persistir e os países produtores de petróleo se manterem firmes aos planos de redução da oferta global de petróleo, “o mercado vai estar mais estável até ao fim da segunda metade [de 2020]”, disse o relatório da AIE.
Apesar de a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados de prolongar os cortes de produção até julho ajudar a acelerar o reequilíbrio do mercado de petróleo, “não devemos subestimar as enormes incertezas” que o mercado ainda enfrenta, disse a agência.
Fonte: Valor Online
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