A Iveco vai produzir caminhões a gás no Brasil. A fabricante não confirma a informação, mas tudo indica que a produção terá ter início em 2021.O Estradão apurou que uma empresa de grande porte do setor de logística no País está negociando a compra dos novos caminhões com a Iveco. Segundo fontes que pediram anonimato, as tratativas estão avançadas.
A Iveco chegou a testar caminhões e ônibus a gás no Brasil em 2012. Entre os modelos estavam os caminhões semi-leve Daily e o semipesado Tector.
O objetivo da empresa era disseminar a tecnologia na América do Sul, sobretudo no Brasil. Os caminhões foram avaliados por grandes embarcadores, como a Coca-Cola. A Iveco coletou dados dos resultados dessas operações para avaliar a viabilidade dos veículos a gás em diferentes tipos de aplicação.
A Iveco tem forte presença na Europa de veículos movidos a GNV (gás natural veicular). Essa experiência será utilizada para expandir rapidamente a tecnologia no País.
No Salão de Hannover (Alemanha), em 2018, a Iveco apresentou toda a sua linha de produtos GNV e GNL (gás natural liquefeito). E fez história no IAA ao ter no estande apenas modelos com motores a gás. Na Europa, a marca oferece as linhas Daily, EuroCargo (equivalente ao Tector), Hi-Road, Hi-Way e S-Way a GNV e GNL. .
Iveco a GNV na América do Sul
Aliás, a Iveco acaba de homologar o primeiro caminhão a GNV na Argentina. Trata-se do Tector 160E21, que deverá ser produzido em breve no país vizinho.
O novo caminhão será o primeiro integrante da linha “Natural Power” feito na planta da empresa, em Córdoba, na Argentina. A versão será a 160E21, com tração 4×2. O motor é o NEF 6, de ciclo Otto da FPT Industrial, que gera 210 cv de potência e 76 mkgf de torque.
No Brasil, a marca deve expandir a oferta de caminhões a gás com modelos pesados trucados e traçados. Esses são os segmentos focados pelo operador logístico que está negociando a produção com a marca no País.
O Estradão procurou a Iveco para obter detalhes do negócio. Por meio de sua assessoria de imprensa, a marca informou que “não tem nenhum negócio efetivo ou venda de caminhões GNV ou GNL no Brasil. Porém, está atenta às oportunidades no crescente mercado de veículos comerciais movidos com esses combustíveis no País”.
Fonte: Estadão.com / Estradão – o portal do caminhoneiro
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