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Petróleo tem forte alta e referências fecham nas máximas desde março

Os investidores deram sequência ao rali para os preços do petróleo nesta terça-feira (24), e as referências globais da commodity fecharam o dia nas máximas desde março, impulsionadas pelo otimismo relacionado ao desenvolvimento de vacinas contra a covid-19.

Os contratos futuros do Brent para o mês de janeiro subiram 3,90%, aos US$ 47,86 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os contratos do West Texas Intermediate (WTI) para o mesmo mês avançaram 4,29%, a US$ 44,91 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

“Os otimistas parecem estar ganhando terreno, já que dificilmente

passamos um dia sem relatos de testes bem-sucedidos de vacinas. Isso está deixando o mercado cada vez mais confiante de que a economia se normalizará rapidamente e, com ela, a demanda por petróleo, apesar dos dados atuais não oferecerem muitos motivos para otimismo”, afirmou Eugen Weinberg, analista de commodities do Commerzbank, em nota.

O petróleo bruto está em alta desde o início de novembro, depois que a Pfizer e a BioNTech anunciaram que sua vacina candidata era altamente eficaz. As empresas buscaram, última na sexta-feira (20) a aprovação emergencial da Food and Drug Administration (FDA) para a vacina. A Moderna, na semana passada, disse que sua vacina candidata também foi muito bem-sucedida na prevenção de infecções em testes clínicos de estágio final.

Os ganhos do petróleo são acompanhados pela alta nas ações globais, em um movimento de aumento do apetite por risco por parte dos investidores, apesar do aumento contínuo nos casos de covid-19.

Em outro desenvolvimento positivo para os mercados, o risco eleitoral foi reduzido ainda mais ontem, quando a Administração de Serviços Gerais (GSA, na sigla em inglês) disse à equipe de Joe Biden que a transição pode começar formalmente, uma medida que o presidente Donald Trump endossou em uma publicação em seu Twitter.

O presidente eleito deve nomear formalmente Janet Yellen, a ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que presidiu uma era de baixas taxas de juros e de ganhos no mercado de ações, como sua secretária do Tesouro.

Há expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, um grupo conhecido como Opep +, concordem na próxima semana em adiar um relaxamento das restrições à produção programado para 1º de janeiro, o que também é considerado como um fator positivo para os preços, disseram analistas.

Weinberg, do Commerzbank, observou que a Líbia, que não estava sujeita aos cortes de produção existentes, viu sua produção aumentar para mais de 1,2 milhão de barris por dia após ser retomada no início deste ano, depois que comandantes militares locais suspenderam os bloqueios em portos.

Ele observou que a National Oil Corp. da Líbia indicou que se comprometeria com o acordo da Opep + se atingisse uma produção de 1,7 milhão de barris por dia – um nível que provavelmente equivale à capacidade máxima de produção do país. “Isso ignora todo o conceito de redução voluntária e cooperação”, disse Weinberg.

 

Fonte: Valor Online

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