Os contratos futuros do petróleo fecharam a sexta-feira (27) em alta, diante de uma importante reunião da Opep na semana que vem.
Os preços do West Texas Intermediate (WTI) para o mês de janeiro encerraram o dia em queda de 0,39%, aos US$ 45,53 o barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York. Já os contratos do Brent para fevereiro subiram 0,96%, aos US$ 48,25 o barril na ICE, em Londres.
No acumulado da semana, a referência americana teve ganhos de 8,02%, enquanto a referência global subiu 7,31%. Os ganhos no mês de novembro são de aproximadamente 26% para o Brent e para o WTI.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, incluindo a Rússia, um grupo conhecido como Opep +, estão se inclinando a adiar o aumento planejado da produção de petróleo no próximo ano, de acordo com a Reuters. No entanto, as tensões entre os membros do cartel e aliados sobre a extensão das atuais restrições à oferta resultaram no agendamento de uma reunião virtual de dois dias a partir de 30 de novembro.
“Todos os olhos no mercado de petróleo estarão voltados para as reuniões da Opep e Opep + na segunda e terça-feira da próxima semana”, afirmou a economista de commodities da Capital Economics, Caroline Bain.
Segundo ela dada as novas restrições relacionadas à pandemia nas economias ocidentais, as perspectivas de curto prazo para a demanda por petróleo se deterioraram.
“Consequentemente, esperamos que a Opep + decida estender seu atual corte de produção de 7,7 milhões de barris por dia pelo menos até o fim de março de 2021. No entanto, suspeitamos que essa visão está amplamente precificada pelo mercado. Como resultado, apenas um corte de produção maior ou mais longo daria um impulso significativo aos preços”, afirmou.
O petróleo tem se beneficiado da esperança crescente de que as vacinas para covid-19 ajudem a melhorar as tendências de demanda na economia, que vinham se enfraquecendo com o impacto da pandemia na atividade empresarial.
No entanto, alguns estrategistas cautelosos dizem que o petróleo pode enfrentar ventos contrários, após o forte rali nos preços e à medida que crescem as preocupações sobre as vacinas.
Autoridades americanas recentemente levantaram dúvidas sobre a eficácia da vacina criada pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford. O chefe da Operação “Warp Speed” da Casa Branca, Moncef Slaoui, e outras autoridades nos EUA expressaram preocupação com aspectos técnicos dos estudos finais.
“Os reveses das vacinas não são uma boa notícia para o mercado”, escreveu o chefe de mercados de petróleo da Rystad Energy, Bjornar Tonhaugen.
“No entanto, se de fato a vacina da AstraZeneca tiver atrasos nas aprovações regulatórias, isso afetará o mercado que apostou em uma breve recuperação da demanda de petróleo, esperando que o mundo possa viajar livremente novamente antes do esperado”, escreveram os analistas.
Fonte: Valor Online
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