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Comércio tem alta de 17,5% no consumo de gás natural em setembro; quadro geral é estável

Consumo na indústria e de GNV tem ligeiro crescimento (0,5% e 0,8%, respetivamente); alta no geral é e 0,6%, mas comparação anual ainda aponta efeitos severos da pandemia, com recuo de 29,1%.

O consumo total de gás natural no Brasil manteve-se praticamente estável em setembro na comparação com o mês de agosto. O volume demandado teve ligeira alta, saindo de 51,87 milhões de metros cúbicos/dia em agosto para 52,19 milhões de metros cúbicos/dia.

Já no confronto com os dados de setembro de 2019 (74,09 milhões de metros cúbicos/dia), no entanto, a retração ainda é expressiva: 29,2%. Os dados fazem parte de levantamento estatístico mensal da Abegás com as distribuidoras de todo o País.

No mês de setembro, o consumo do segmento industrial subiu apenas 0,5% em relação a agosto, saindo de 26,83 milhões de metros cúbicos/dia para 26,95 milhões de metros cúbicos/dia, ainda abaixo dos 27,38 milhões de metros cúbicos/dia registrados no mesmo mês do ano passado. A queda no período de 12 meses foi de 5%.

O segmento automotivo tem comportamento similar, com alta de 0,8% em setembro ante o mês anterior, mas uma queda expressiva de 25,7%.

“Em setembro, o crescimento mais expressivo – de 17,5% — é do segmento comercial, que inclui bares, restaurantes e shoppings. Com as medidas de flexibilização, esses negócios voltaram a operar por mais horas, o que aumenta a demanda de gás, especialmente na cocção de alimentos. Mas nosso levantamento revela que o consumo está 21,4% abaixo do registrado em setembro de 2019, ou seja, ainda está distante da normalidade. A alta tímida da indústria e do segmento automotivo sinaliza que essa recuperação da atividade tende a ser mais gradual, descontadas as sazonalidades”, explica o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.

A retração mais expressiva de consumo no mês de setembro, frente ao mesmo mês de 2019, foi na geração termelétrica: 55,1% caindo de 30,88 milhões de metros cúbicos/dia para 13,85 milhões de metros cúbicos/dia.

“O Brasil precisa rever urgentemente o seu planejamento energético. A redução do despacho em setembro mostra que já passou da hora de planejar a inserção das termelétricas a gás natural na base do sistema elétrico, com usinas de uso contínuo e capilarizadas nas diversas regiões do País”, diz Salomon.

“Essa política de Estado não só vai ajudar a preservar os reservatórios das hidrelétricas. Também ajudará a dar maior previsibilidade ao preço da energia elétrica no mercado de curto prazo – o PLD está acima de R$ 600,00 – e mais vai garantir a segurança energética de que o País precisa em um cenário de crescimento da novas fontes renováveis e intermitentes, além de servir como âncora para viabilizar os gasoduto que vão interiorizar o gás. Esse aperfeiçoamento é fundamental nessa fase de debate sobre o PL do Gás Natural em tramitação no Senado Federal”, observa o presidente executivo da Abegás.

“Outra melhoria fundamental é no artigo 30. É inconcebível que o processo de desestatização do setor afugente investimentos de qualidade”, diz Salomon.

O número de unidades consumidoras de gás natural já ultrapassa 3,7 milhões — número de medidores nas indústrias, comércios e residências e outros pontos de consumo.

 

Consumo em setembro/20 vs agosto/20 em todos os segmentos*

Industrial — Crescimento de 0,5%

Automotivo — Alta de 0,8%.

Comercial — Crescimento de 17,5%.

Residencial — Recuo de 2,1%.

Cogeração — Alta de 19%.

Geração elétrica — Retração de 3,4%.

 

Destaques do consumo nas regiões: setembro/20*

O destaque positivo foi o crescimento no segmento de comércio: de 17,5%, na média.

Em comparação com agosto, a alta foi de 17,2% no Sudeste, 21,9% no Sul, 12,7% no Centro-Oeste e 16,8% no Nordeste, e 26,2% no Norte.

*na comparação com agosto/20

 

Fonte: Comunicação ABEGÁS

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