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Setor reclama de perdas, apesar de alta da gasolina

A Petrobras aumentará hoje em 8%, em média, o preço da gasolina nas refinarias, mas decidiu não mexer no preço do diesel, diante da ameaça de greve dos caminhoneiros. Mesmo com o reajuste, importadores voltaram a acusar a estatal de manter os preços abaixo da paridade internacional. O assunto tem afetado os ânimos de tradings e distribuidoras. No setor, porém, não há consenso sobre as críticas à estratégia da empresa de segurar reajustes diante da alta volatilidade dos preços do petróleo. A política de preços atinge os agentes do mercado com intensidade e formas diferentes, segundo a capacidade logística e escala de cada um. A Abicom é a entidade que mais crítica os supostos “preços predatórios” da estatal, mas distribuidoras menores também se queixam. Por outro lado, distribuidoras de porte maior seguem ativas no exterior e nos leilões de curto prazo da Petrobras. Para entender a disputa entre a Abicom e a estatal é preciso voltar no tempo. Depois de conviver, entre 2011 e 2014, com forte pressão do governo Dilma Rousseff para segurar reajustes, a Petrobras passou, entre 2016 e 2017, na gestão de Pedro Parente, a trabalhar com prêmios elevados, para se recuperar financeiramente.

Algumas distribuidoras aproveitaram o momento para comprar cargas competitivas no exterior e ganharam mercado. Até que, após a greve dos caminhoneiros, em 2018, a petroleira reduziu suas margens. Segundo Sérgio Araújo, presidente da Abicom, pequenos e médios importadores ficaram ativos, mas, desde meados de 2020, a Petrobras adota preços que geram perdas para esses importadores e distribuidoras.

 

Fonte: Valor Econômico

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