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Uso de gás natural sobe 13% no Rio Grande do Norte

A alta do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o popular gás de botijão de cozinha, com dois reajustes em 2021 e já beirando os R$ 90 no Rio Grande do Norte, e a alta da gasolina, cujo litro do produto já supera os R$ 5,69, tem feito os potiguares buscarem alternativas para diminuir os custos e aproveitar melhor a utilização do gás natural. Dados da Potigás apontam um crescimento de 13,55% em 2020 ante o ano de 2019 no total de novos clientes.

A Potigás fechou o ano de 2020 com 3.551 novos usuários, totalizando 29.140 clientes. Em 2019, a companhia tinha 25.661 usuários utilizando o gás natural. O crescimento vem de anos anteriores. De 2018 para 2019, o número cresceu 12,18%. A maioria dos novos contratos é do segmento residencial, mas a Potigás também atende indústrias, comércio e os postos que comercializam o Gás Natural Veicular (GNV).

A rede da companhia está disponível em Natal, Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Goianinha e Macaíba. A rede de gasodutos possui mais de 450 km. Na capital, os dutos estão em pelo menos 23 bairros, como Petrópolis, Tirol, Lagoa Nova, Alecrim, Barro Vermelho, Capim Macio, Ponta Negra, Neópolis, Candelária, Potengi, Pajuçara, Cidade da Esperança, entre outros.

“O crescimento é devido à expansão da nossa rede de distribuição, em mais ruas, mais bairros e consequentemente, mais usuários, e também da questão do preço do gás natural quando comparado com outros energéticos, como o GLP. Em alguns casos, a economia é de 30%”, comenta Sérgio Henrique Guimarães de Paula, diretor técnico e comercial da Potigás.

Sérgio Guimarães cita também questões de segurança para o aumento da procura pelos usuários, uma vez que, em caso de vazamento, o gás natural se dissipa pelo ar, evitando riscos de explosões, além de um “apelo ambiental”, com menor utilização do gás metano, reduzindo emissão de dióxido de carbono. Nos condomínios, a Potigás custeia a rede e a parte de medição até a “porta do usuário”. A conversão no fogão, necessária para o uso, também é custeada pela empresa.

Uso residencial

Quem passou a utilizar o gás natural encanado em seu negócio foi Geraldo Rezende Junior, proprietário do restaurante Mina D’Água. Antes, ele utilizava o GLP no seu empreendimento, que já existe em Natal há 15 anos. Há um ano, resolveu mudar para o gás natural em virtude da economia e da praticidade.

“O projeto de expansão passou bem numa rua onde ficamos. Quando eles ativaram, nos procuraram e resolvemos experimentar para ver como era. Em relação à praticidade, não precisamos ter um botijão para carregar todo mês, é como se fosse uma água, energia elétrica. Na economia, à época, chegou a 30% do valor do GLP”, analisa, informando que irá avaliar, com os recentes reajustes, se os custos e a economia seguem os mesmos. Ele comenta que, atualmente, o gasto mensal com o combustível é em média R$ 1.200, em cada um dos restaurantes.

Um dos primeiros a utilizar gás natural no Rio Grande do Norte foi o empresário Antônio Leite, da Ster Bom, uma das principais fábricas de água mineral, sorvete, polpa de fruta e complementos no Estado. A escolha por esse tipo de fonte de energia foi em 1998, após sete anos de fundação da empresa. Segundo ele, a escolha pelo gás natural se deu após dificuldades no processo de fabricação das tradicionais casquinhas e outros produtos. A economia no bolso, segundo ele, também pesou muito para a decisão.

“O gás natural está bem mais em conta que o GLP. Se eu trabalhasse com o GLP ficaria inviável para mim. Utilizamos o gás para as casquinhas, na pasteurização do sorvete e o sistema de caldeiras. Se não fosse assim, não teríamos como fabricar casquinhas”, explica Antônio Leite. Por mês, a Ster Bom gasta R$ 180 mil em gás natural. Se o gás usado fosse GLP, o custo triplicaria, acrescenta Antônio Leite.

GNV

O Gás Natural Veicular (GNV) vem se mostrando como a melhor escolha para os condutores potiguares no quesito economia. Na semana passada, a Petrobras anunciou novos reajustes do preço da gasolina e o GNV se mostrou mais econômico. O preço do GNV, em relação à gasolina comum, por exemplo, é 47% menor, segundo um levantamento divulgado pela Potigás, utilizando dados da ANP. NP). Já em relação ao etanol, a diferença é de 52%. No comparativo feito utilizando os dados da ANP, quem roda em média 100km por dia com GNV, tem redução de custos de mais de R$ 700 ao final do mês, se comparado com a gasolina.

Isso é possível porque além de mais barato, o Gás Natural Veicular tem maior autonomia do que os demais combustíveis e o motorista acaba percorrendo mais quilômetros com um metro cúbico de gás. Para se ter uma ideia, abastecendo R$ 50,00, o condutor do veículo percorre uma distância de 88km no etanol, 97km na gasolina e 183km no GNV.

“O uso do GNV tornou-se imprescindível no aumento da rentabilidade dos motoristas. Inclusive, a própria economia faz com que eles possam reaver em menor prazo o dinheiro investido com a conversão dos veículos”, ressaltou Franciney Souza, gerente comercial da Potigás. Atualmente, o Rio Grande do Norte possui 50.934 veículos adequados ao uso do GNV, segundo dados do Detran/RN.

 

Fonte: Tribuna do Norte (RN)

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