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TBG quer viabilizar chamada conjunta de transporte de gás ainda em 2021

A transportadora de gás natural TBG encerrou sua última chamada pública de capacidade há uma semana, mas não tira o olho do futuro. A empresa vem trabalhando fortemente junto com a NTS para a realização de uma chamada integrada, se possível, ainda em 2021 ou, no mais tardar, no começo do ano que vem.

Esta seria a primeira chamada conjunta de transportadoras de gás no novo modelo de contratação por entradas e saídas. Quando viabilizada, a chamada pública integrada entre as duas empresas reuniria ofertas de gás da Bolívia, dos campos do pré-sal, além de ofertas de importação de GNL.

Na última chamada realizada pela TBG, foram contratados 12,9 milhões de m³/dia de capacidade de entrada e de saída, com prestação do serviço entre 01/05 e 31/12.

Assim como aconteceu na primeira chamada promovida pela empresa, a Petrobras foi a única contratante. Mas a transportadora considerou o resultado bastante positivo.

Segundo a TBG, a Petrobras não foi a única interessada na contratação de capacidade no Gasbol.

A transportadora não revela o nome da companhia, mas informou ao EnergiaHoje que foi procurada por outra empresa na fase inicial de manifestação de interesse. No entanto, o potencial cliente não teria concluído as negociações com fornecedores de gás, a tempo de participar da fase de propostas garantidas da CP02. Apesar disso, haveria possibilidade de fechar contratos de curto prazo com esse cliente, caso ele tenha sucesso nas negociações futuras com os fornecedores.

Atualmente, considerando os contratos legados e a contratação resultante da chamada pública 01/2019, a capacidade total de transporte de gás contratada no Gasbol para o ano de 2021 é de cerca de 23,78 milhões de m³/dia, em termos de movimentação, em linha com as projeções de demanda da TBG. A empresa destaca ainda que o sistema opera com folga, prevendo a existência de capacidade disponível para demandas futuras de curto prazo.

A TBG destacou que vem trabalhando para atrair mais carregadores para a sua rede de transporte. A empresa acredita também que a sanção da Nova Lei do Gás (PL 4.476/2020, convertido na Lei 14.134/2021 ) vai incentivar o livre acesso a instalações essenciais de infraestrutura em toda a cadeia produtiva do gás e, com isso, atrair novos investidores e agentes de mercado, ajudando a aumenta a diversidade de oferta em toda a malha de gasodutos.

Fonte: EnergiaHoje

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