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Política de preços da Petrobras não mudou, diz presidente da estatal

O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, afirmou que não há nenhuma mudança na política de preços da estatal. “Continuamos trabalhando como sempre trabalhamos, acompanhando os preços para cima ou para baixo”.

O executivo disse que “muitas vezes” a contribuição da estatal para a sociedade brasileira passa despercebida. Ele destacou que há um conjunto de fatores que impactam a empresa “quase como uma tempestade perfeita”, em referência à elevação de preços no mercado internacional e à crise hídrica que atinge o país.

Sobre o atual patamar de preços dos derivados do petróleo, Silva e Luna ressaltou que a cotação do barril do tipo Brent, negociado em Londres, já começa a sinalizar uma elevação, o que indica a necessidade de a empresa fazer “algum movimento” nos preços de venda das refinarias.

“Temos evitado repassar volatilidades minuto a minuto, dia a dia, para o mercado interno”, frisou o diretor-executivo de comercialização e logística da estatal, Cláudio Mastella, acrescentando que a empresa está analisando mudanças nos preços.

Ao detalhar a composição dos preços dos combustíveis na bomba, Silva e Luna frisou que o ICMS é um tributo que acaba potencializando a volatilidade no caso de aumento de preços. “Há muito tempo o Brasil pensa em como simplificar tributos, mas essa agenda não cabe à Petrobras”, disse.

O ICMS tem o segundo maior peso individual na composição de preços da gasolina, atrás apenas do valor de venda que a Petrobras obtém nas refinarias. Especialistas ressaltam que, como a alíquota incide sobre o valor final, acaba havendo bitributação, pois a alíquota incide inclusive sobre o preço acrescido de outros impostos ou tributos.

Questionado sobre um possível subsídio aos preços do gás de cozinha, Silva e Luna afirmou que esse tema cabe ao governo e não à companhia. “Quando é convidada, a Petrobras participa das discussões sobre subsídios, mas não capitaneia esses movimentos”, disse.

O presidente da Petrobras ressaltou que a companhia é uma empresa de economia mista, sujeita a uma “rigorosa” governança. “Temos olhos presentes permanentemente acompanhando todas nossas ações, isso nos dá conforto de trabalhar”, disse Silva e Luna.

 

Fonte: Valor Online

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