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Diesel acumula alta de 65,5% nas refinarias em 2021; na gasolina aumento é de 74,8%

Ao anunciar novos reajustes para os combustíveis, a Petrobras já acumula um aumento de 65,5% no preço do litro do diesel desde o início do ano. No caso da gasolina, a alta é de 74,8%, segundo o Valor Data.

O aumento ocorre em meio a uma ameaça de uma nova greve dos caminhoneiros, num momento de forte pressão inflacionária nos preços dos combustíveis, diante da valorização dos preços do barril do petróleo no mercado internacional.

Nas bombas, segundo dados da ANP, a alta para o consumidor final, no acumulado de 2021, até a semana passada, era de 34,15% no diesel e de 39,34% na gasolina.

Apesar dos aumentos, distribuidoras e importadores de combustíveis acusam a companhia de estar praticando preços abaixo da paridade internacional. Segundo o banco Credit Suisse, mesmo com a nova alta, a petroleira segue com preços 11% abaixo do preço de paridade de importação (PPI). A consultoria Ativa ainda vê espaço para reajuste de 17% na gasolina. A Stonex calcula que, com o reajuste, a Petrobras reduziu pela metade a sua defasagem para a referência internacional. A companhia segue vendendo o litro do diesel R$ 0,28 abaixo do PPI. Na gasolina, a defasagem é de R$ 0,15 o litro. “A importação privada continua desinteressante, mesmo com os reajustes. Melhorou um pouco, mas ainda estamos num cenário de oferta sob estresse”, avalia o consultor em gerenciamento de riscos da Stonex, Pedro Shinzato.

Distribuidoras regionais, representadas pela Brasilcom, alertaram, na semana retrasada, para riscos de desabastecimento, diante da recusa da Petrobras de atender todos as encomendas das companhias. A petroleira, por sua vez, alega que fornecerá integralmente os volumes previstos em contrato com as distribuidoras de combustíveis e que a companhia não aceitou parte dos pedidos extras por diesel e gasolina, para novembro, porque não tem condições de suprir o que ele considerou ser uma demanda atípica pelos produtos. A Petrobras diz que recebeu pedidos para entrega de volumes equivalentes a mais de 100% da atual demanda do mercado nacional.

Fonte: Valor Online

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