O Gás Natural Veicular continua sendo a opção mais econômica para os motoristas no Rio Grande do Sul, quando se trata de preço associado à autonomia. Os dados recentes do DENATRAM sobre a frota de veículos ratificam essa informação, pois houve um aumento expressivo (quase o dobro da média do ano) do número de veículos adaptados. Outra prova disso é o volume de gás natural comercializado pela Sulgás no segmento automotivo. Em setembro de 2021, a Companhia superou o mesmo período de 2019, demonstrando que o mercado se recuperou da retração provocada pela pandemia.
Para verificar essa economia, fizemos uma simulação em relação ao desempenho com a gasolina e com o etanol (que está no arquivo anexo). Com R$ 50,00, por exemplo, é possível rodar uma média de 137km com GNV, o que com a gasolina daria para percorrer cerca de 79km, e com o etanol, 59km.
Tendo como referência o levantamento de preços dos combustíveis no Estado feito pela ANP, datado de 26/10/2021, a economia com o GNV é de 42% em relação à gasolina, e de 57%, quando comparado ao etanol.
Um veículo adaptado para o GNV rodando 100km por dia proporciona ao motorista uma economia mensal de R$ 804,91 na comparação com a gasolina, e de R$ 1.440,00 sobre o etanol. Nesse exemplo, o retorno do investimento com a instalação do kit está entre três e seis meses, considerando as diferenças das adaptações e dos preços dos equipamentos.
Além do valor na bomba, há que se considerar a ampliação das opções de abastecimento. A Sulgás tem investido fortemente para aumentar o número de postos que oferecem o Gás Natural Veicular. Atualmente, existem 102 postos de combustíveis comercializando o GNV, espalhados por 33 municípios, em diversas regiões do Estado.
Outro ponto destacado é a aplicação do GNV em veículos pesados. Há um movimento favorável no setor de transportes pela substituição do diesel pelo GNV em frotas de caminhões e de ônibus. Um exemplo disso é o Grupo Charrua, que adquiriu caminhões da Scania fabricados com sistema de GNV, para transportar Gás Natural Comprimido (GNC) até clientes da Sulgás distantes da rede de gasodutos. Também vale citar a empresa TurisSilva, que está investindo em frotas de ônibus, e a de logística, ReiterLog.
De acordo com a NTC&Logística, o diesel representa 46% do custo de operação de um caminhão. Só nos últimos 15 meses, o preço do óleo aumentou 49,7%. Apesar da troca pelo GNV ser uma oportunidade, ainda há muitos desafios, entre eles, a escassez de fabricantes. Atualmente, apenas a Scania e a Iveco estão nesse mercado. Além disso, a oferta do produto está concentrada nas regiões Sul e Sudeste.
Por isso, foi criado um Comitê Nacional do GNV, resultado de um acordo de cooperação técnica entre a Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Senai, o Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios (Sindirepa) e a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP).
Fonte: Sulgás / Comunicação
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