A alta da cotação do petróleo do tipo brent para patamar superior aos US$ 110 atinge em cheio o mercado brasileiro de combustíveis. A defasagem entre os preços comercializados nas principais bolsas internacionais e os pagos pelas distribuidoras brasileiras chegou a 24% hoje, segundo cálculo da Abicom. A Petrobras alega que outras variáveis influenciam sua política de reajustes, como a valorização do real frente ao dólar, e que mantém intervalos mais espaçados de reajustes para fugir de oscilações conjunturais da commodity. No início da Semana passada, a defasagem estava em 11% para a gasolina e 8% para o diesel, de acordo com a Abicom. Hoje, a diferença entre os preços internos e externos mais do que dobrou. Com isso, a importação “está inviabilizada”, segundo Sérgio Araújo, presidente da Abicom.
Luciano Losekann, especialista em petróleo e professor da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), diz que o cenário é de incerteza, mas que, dificilmente, o barril será negociado patamar inferior a US$ 100 nos próximos dias. “Como já tem um mês desde o último reajuste, devemos ter um aumento nos próximos dias, embora acredite que a Petrobras não repasse a alta integral aos consumidores, num primeiro momento”, disse.
Fonte: Broadcast / Ag.Estado
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