As distribuidoras de gás natural do Rio Grande do Sul, Sulgás, e do estado de Santa Catarina, SCGÁS, estãocom um olhar voltado para possíveis novos contratos com fornecedores para abastecimento interno no futuro. Isso, pois as empresas pretendem ampliar a sua capacidade contratada no Gasbol, o Gasoduto Bolívia-Brasil, como forma de garantir uma reserva da capacidade para futuros contratos de fornecimento do combustível em ambos os estados.
Além da Petrobras, as distribuidoras do RS e de SC, Sulgás e SCGÁS, venceram a 3.ª chamada pública do Gasbol, realizada pela Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) para contratação da capacidade de transporte até 2026 no Gasbol.
Dessa forma, as empresas agora buscam novas formas de diminuir a sua dependência da estatal e, para isso, pretendem ampliar a sua capacidade contratada de gás natural no gasoduto para reservá-la para contratos futuros com fornecedores.
Ambas as empresas destacaram que os seus planos atuais para o Gasbol incluem uma grande reserva da capacidade de transporte, que deve ser expandida ao longo dos próximos anos, para que o abastecimento interno possa ser feito com outras companhias além da estatal.
Para isso, a TGB terá papel essencial, uma vez que a companhia confirmou futuras obras no gasoduto, que permitirão manter a entrega de gás ao Rio Grande do Sul estável, em 1,728 milhão de m³/dia até 2026.
Além disso, o estado de Santa Catarina também será beneficiado com as obras de expansão do Gasbol, uma vez que a capacidade de saída de gás na região crescerá 78% a partir de 2024, de 826 mil m³/dia para cerca de 1,47 milhão de m³/dia. Dessa forma, a companhia de distribuição de gás natural SCGás poderá aproveitar o crescimento na capacidade para diversificar o abastecimento interno com novos contratos, assim como a Sulgás pretende fazer ao longo dos próximos 4 anos de contrato com a TGB.
Distribuidoras miram agora na diversificação do abastecimento interno de gás natural e buscam novos fornecedores com a expansão do Gasbol.
A instabilidade de comando interno da Petrobras e os conflitos no mercado internacional de óleo e gás fizeram com que diversas companhias do ramo buscassem dinamizar a sua cadeia de fornecimento dos combustíveis.
Dessa forma, as distribuidoras de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul também procuram mais segurança no seu abastecimento interno com o aumento da capacidade do Gasbol, enquanto a estatal pretende diminuir a sua capacidade com a TGB ao longo dos próximos 4 anos do contrato.
E o principal motivo para essa busca por novos fornecedores é o fato de que os contratos entre a Petrobras com as distribuidoras preveem uma curva descendente de fornecimento de gás ao longo dos próximos anos.
Assim, uma fonte de uma das distribuidoras envolvida na chamada pública afirmou: “Compramos uma capacidade complementar [no Gasbol] para, futuramente tentarmos contratar novos supridores. Com isso reservamos uma capacidade de transporte para esses novos fornecedores”.
Agora, a SCGás e a Sulgás aguardam as obras de expansão do Gasbol da TGB na região, que possui um projeto apresentado pela transportadora que visa a ampliação das estações de compressão (Ecomps) de Araucária (PR) e Biguaçu (SC) para garantir mais qualidade no abastecimento dos estados ao longo dos próximos anos.
Fonte: CPG Click Petróleo e Gás
Related Posts
SCGÁS: Evento em São Lourenço do Oeste promove a interiorização do gás natural
A SCGÁS promove o evento Perspectivas da Interiorização do Gás Natural em parceria com a Associação Empresarial e Cultural de São Lourenço do Oeste (ACISLO) e a Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e...
Viva Trindade é conectado à rede de gás natural da SCGÁS
O empreendimento multiuso Viva Trindade, localizado no bairro Trindade, passou a integrar a rede de distribuição de gás natural da SCGÁS. A conexão marca um avanço na ampliação do fornecimento do energético...